Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

População portuguesa estagnou


No final do ano passado, a estimativa da população residente apontava para 10.627.250 indivíduos, o que traduz uma quase estagnação demográfica por comparação com 2007. De novo foram os imigrantes que evitaram, mas por muito pouco, o declínio da população portuguesa.

No final do ano passado, a estimativa da população residente em Portugal apontava para 10.627.250 indivíduos, o que traduz uma quase estagnação demográfica por comparação com 2007. De novo foram os imigrantes que evitaram, mas por muito pouco, o declínio da população portuguesa.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de crescimento efectivo voltou a abrandar ao longo de 2008 e situou-se num valor residual de 0,09%.

E mais uma vez, foram os imigrantes, que têm sustentado o crescimento do “stock” demográfico na última década, que evitaram que a curva da população portuguesa se invertesse.

A sua contribuição é, porém, cada vez menor, pelo que é provável que, no final deste ano e em virtude do regresso forçado de muitos imigrantes devido à crise, se assista ao primeiro recuo da população total desde que a gripe pneumónica dizimou a população portuguesa em 1918.

Segundo o INE, em 2008, "em resultado de uma taxa de crescimento migratório de 0,09% e a uma taxa de crescimento natural praticamente nula (a diferença entre nascimentos e mortes foi de apenas 314), a taxa de crescimento efectivo foi de 0,09%, o que reflecte um novo abrandamento no crescimento da população", que havia sido de 0,17% no ano anterior. O número de estrangeiros a residir ou a permanecer de forma legal foi estimado em 443.1021 indivíduos.

“A evolução da população residente em Portugal tem vindo a denotar um continuado envelhecimento demográfico, como resultado das tendências de aumento da longevidade e de declínio da fecundidade”, resume o INE.

Fonte: Eva Gaspar, Negócios jornal