Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Site "envelhece" pessoas


Uma curiosidade que muito inquieta o Ser Humano é saber quais as transformações pelas quais o rosto passa à medida que envelhece. Agora, é possível ter uma ideia do que o futuro reserva através do site “Face of the Future”.

Este site, com um programa desenvolvido pelos alunos da University of St. Andrews, na Escócia, permite a qualquer pessoas fazer o upload de uma fotografia sua e aplicar as transformações que desejar: envelhecimento, mudança de sexo ou mudança de raça.

Fonte: JN

90% dos adolescentes usam Internet


Quase todos os adolescentes portugueses dos 10 aos 15 anos usam o computador e nos últimos anos cresceu o número dos que acedem à Internet, sobretudo a partir de casa, revela o Instituto Nacional de Estatística.

A tendência nesta faixa etária continua a ser o uso do computador e da Internet na escola e para fazer trabalhos escolares, embora também tenha aumentado a sua utilização em actividades de lazer e, sobretudo, de comunicação.

Segundo o "Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias: 2005 a 2008", o computador era utilizado, no primeiro trimestre do ano passado, por 96,6 % dos jovens entre os 10 e os 15 anos e a Internet por 92,7 %, enquanto que a utilização do telemóvel se situou em 84,6 %.

De acordo com o INE, que recolhe anualmente dados sobre a utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) pelas famílias desde 2002, neste último inquérito (2005-2008) observa-se na faixa etária 10-15 anos "um aumento da proporção de utilizadores de computador e Internet", destacando-se esta última, que registou uma evolução de quase vinte pontos percentuais, de 73,5 % para 92,7 %.

Na mesma faixa etária, o uso do telemóvel cresceu mais de 11 pontos percentuais entre 2007 e 2008, passando de 73,3 % para 84,6 %.

Quanto à frequência de utilização, 67,8 % destes jovens utilizavam diária ou quase diariamente o computador em 2008 (em 2005 eram apenas 50,7 %), e 54,5 % a Internet, quando em 2005 apenas 32,0 % o faziam.

Em 2008, o uso do computador na escola era referido por 87,5 % (89,3 em 2005) destes jovens e o domicílio era apontado por 82,8 %, quando apenas 62 % referiam o domicílio em 2005.

Oitenta e três % dos jovens acediam à Internet na escola, enquanto que o acesso no domicílio cresceu de 43,4 % em 2005 para 64,4 % em 2008.

Os jovens usavam as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) sobretudo para trabalhos escolares (94,5 % no uso de computador e 97,0 % no acesso à Internet), mas era também elevado o número de jovens que usou o computador para actividades de lazer e em actividades de comunicação.

Estas últimas registaram um aumento acentuado, de 57 % para 82,2 %.

Jogar ou fazer download de jogos, imagens, música ou vídeos são actividades que decresceram de 71,5 % para 64,7 % entre os jovens desta faixa etária.

Os inquiridos pelo INE salientam que aprenderam a usar o computador e a Internet sobretudo com a ajuda de colegas, familiares e amigos e através da auto-aprendizagem.

Quanto ao telemóvel, os jovens desta faixa etária usam-no sobretudo para troca de mensagens escritas (96,1 %) e para chamadas de voz (95,2 %), verificando-se uma diminuição da sua utilização para jogar (com ou sem acesso à Internet).

Através da comparação com as outras faixas etárias, o INE destaca que em 2008 a utilização destas tecnologias da informação decrescia com a idade, "à excepção do uso de telemóvel pelos indivíduos dos 16 aos 24 anos".

O INE produz o Inquérito sobre a Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias desde 2002 em domicílios de agregados familiares compostos por pelo menos um indivíduo entre os 16 e os 74 anos de idade, tendo incluído de 2005 a 2008 um módulo específico para a população com idade compreendida entre 10 e 15 anos.

Fonte: JN
Imagem: http://www.smh.com.au/ffximage/2006/07/09/child_net_wideweb__470x311,0.jpg

Solidariedade: Confederação das instituições anuncia criação de fundo social de emergência


A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) anunciou hoje, em Fátima, a criação de um fundo social de emergência para responder ao aumento de pedidos de ajuda por parte da população.

"Trata-se de um fundo de solidariedade social de emergência para atender a situações precárias, sobretudo de pessoas mais do que instituições", disse à agência Lusa o presidente da CNIS, o padre Lino Maia, à margem do IV Congresso Nacional das instituições de solidariedade.

O sacerdote adiantou que a CNIS vai tentar obter financiamento para este fundo de solidariedade social junto de "todas as fontes", desde o Governo ao mecenato, passando pelo sector empresarial e comunidade.

As verbas serão depois canalizadas para as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) que, por sua vez, apoiarão as pessoas e famílias com necessidades, um processo ao qual o presidente da CNIS garantiu "transparência".

"Para se saber, a todo o momento, aquilo que foi dado e o que foi entregue", explicou o padre Lino Maia, acrescentando que as IPSS "não estavam preparadas para fazer um esforço extra" decorrente da actual crise.

"As IPSS são também vítimas da crise", sublinhou o dirigente, exemplificando com o "avolumar de pedidos de ajuda" que chegam às instituições e na "diminuição da comparticipação por parte dos utentes".

O presidente da CNIS considerou que "há muita gente a passar fome" e que a "pobreza está a aumentar", situações que atribui ao "desemprego" e "à impossibilidade de muitas pessoas cumprirem compromissos assumidos".

"As perspectivas são dramáticas", considerou ainda o padre Lino Maia.

O IV Congresso Nacional da CNIS termina esta tarde com as eleições dos novos corpos sociais, para as quais concorrem duas listas: a A, liderada pelo actual presidente da CNIS, e a B, encabeçada pelo padre Carlos Gonçalves.

Após o acto eleitoral e a tomada de posse dos novos órgãos sociais da CNIS, o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, encerra o congresso.

A CNIS representa mais de 2.500 instituições particulares de solidariedade social que significam, em conjunto, 70,3 por cento das respostas sociais em Portugal asseguradas pelo chamado sector da economia social solidária.

Fonte: Lusa/Expresso

Com o volante nas mãos subestimamos os riscos


Estudo revela que sentimento de segurança aumentou, apesar de comportamentos perigosos
00h30m
SUSANA OTÃO
Passar um sinal amarelo, conduzir a mais de 65 Km/h dentro das localidades ou ingerir dois copos de vinho e ir para a estrada são comportamentos perigosos ao volante. Graves? Sim. Mas para os portugueses, nem tanto.

Estas são algumas das conclusões do estudo AXA - Barómetro de Prevenção Rodoviária, realizado a nível europeu, segundo o qual os portugueses subestimam os riscos rodoviários. Se, por um lado, os condutores inquiridos admitem que entre os comportamentos mais perigosos figura o excesso de velocidade a poucos metros do carro da frente (86%) e atender o telemóvel sem "kit mãos-livres" (85%), por outro, desvalorizam situações como passar um sinal amarelo (18%), conduzir a 65 Km/h dentro das localidades (42%) e guiar após ingestão de bebidas alcoólicas (62%).

O comportamento é considerado um dos mais perigosos da Europa. A esmagadora maioria dos inquiridos (85%) reconhece que já passou sinais amarelos, valor muito superior à média europeia, que se fica pelos 42%. Seis em dez portugueses a afirmam que conduzem em excesso de velocidade.

Quanto ao consumo de bebidas alcoólicas, revelam desconhecer o limite de álcool permitido. Apenas 200 dos 800 portugueses inquiridos - num universo de 7224 condutores europeus - responderam correctamente. Apenas um quinto admitiu conduzir sob o efeito do álcool. Em Portugal, à semelhança da Bélgica, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Espanha, Suíça e Grã-Bretanha, os outros países onde se realizaram os inquéritos, os condutores mais jovens admitem ter mais comportamentos perigosos, sobretudo no que diz respeito aos limites de velocidade. Comparativamente com os outros povos, quase metade dos inquiridos acredita que os europeus são bons condutores, embora um quarto saliente que são os portugueses que guiam melhor.

Apesar de reconhecerem os riscos, seis em dez portugueses afirmaram sentir-se mais seguros do que há dois anos, muito embora apenas um em cada quatro afirme que mudou de comportamento na estrada. As razões invocadas prendem-se com o aumento do preço de combustíveis, a consciencialização para os perigos e a instalação de radares. Ainda assim, cem admitiram ter sido multados nos últimos 12 meses.

Conscientes dos perigos rodoviários e também dos comportamentos incorrectos, metade dos inquiridos considera que a punição às infracções deveria ser mais severa e que a prevenção rodoviária é tão importante que deveria começar no ensino primário.

Fonte: Jornal de Notícias
Imagem: http://oglobo.globo.com/fotos/2007/07/06/06_MHG_sp_turbinado.jpg

Hepatite B: Investigadora portuguesa descobriu anticorpos que podem originar novo tratamento mais eficaz


Um trabalho realizado pela investigadora portuguesa Sílvia Vilarinho deu origem a estudos em amostras humanas de doentes infectados pelo vírus da Hepatite B, que podem culminar num novo medicamento contra esta doença que afecta 400 milhões de pessoas.

No quadro da tese de doutoramento, realizada no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), da Universidade do Porto, a investigadora demonstrou que a Hepatite B pode ser prevenida pela administração endovenosa de um determinado anticorpo.

"Esta investigação, efectuada num modelo animal, esteve na origem de outros estudos, já iniciados, em amostras humanas de indivíduos infectados pelo vírus da Hepatite B", refere uma nota de imprensa do ICBAS, hoje enviada à Lusa.

Nesse sentido, o ICBAS admite que o trabalho desenvolvido pela investigadora portuguesa pode vir a originar um novo tipo de tratamento para a Hepatite B, que afecta cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo.

Esta questão assume especial importância atendendo a que, apesar de existir uma vacina eficaz há mais de 20 anos, todos os anos registam-se mais de um milhão de mortes em todo o mundo associadas a complicações resultantes desta infecção crónica.

A novidade da investigação realizada por Sílvia Vilarinho resulta da identificação de um mecanismo pelo qual determinadas células conseguem provocar a morte daquelas que estão infectadas.

Desta forma, abre-se a possibilidade de uma nova estratégia terapêutica para os doentes infectados pela Hepatite B.

"Apesar do vírus da hepatite B não ser maléfico para a célula infectada, a resposta imunitária do organismo contra essa infecção conduz ao mau funcionamento do fígado. A descoberta de Sílvia Vilarinho permitiu tratar ratinhos infectados com a administração endovenosa de um anticorpo que previne a lesão hepática", salienta o comunicado do ICBAS.

Segundo destaca, a prevenção da lesão hepática e, consequentemente, do mau funcionamento do fígado deve-se ao facto das células do sistema imunitário residentes neste órgão serem capazes de reconhecer as células infectadas.

Na sequência destes estudos em animais, já tiveram início as investigações em amostras humanas, além de ter sido registada a patente do anticorpo utilizado.

Sílvia Vilarinho, licenciada em Medicina pela Universidade do Porto, completou a tese de doutoramento no ICBAS e encontra-se actualmente a trabalhar na Universidade da Califórnia S. Francisco, nos EUA, considera a segunda mais importante norte-americana na área das ciências biomédicas, apenas ultrapassada pela de Harvard.

Fonte_ Lusa/Expresso
Imagem: http://www.severomoreira.net/wp-content/uploads/2007/12/hepatiteb.jpg