Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010

Criticas partidárias

Esta semana choveram críticas partidárias aos aumentos pouco significativos da acção social escolar.
Realmente 50 cêntimos não faz muita diferença, mas multiplicando esse valor por milhares de alunos dará uma quantia bastante significativa.


Essas críticas estão assentes em dois pilares: o direito à educação previsto na Constituição e o alargamento da escolaridade obrigatória.
Defendem os partidos que deveria ter sido aumentado o apoio à alimentação e que diversos materiais, como equipamentos para educação física, poderiam ter sido abrangidos.
Resumindo, o Governo deveria dar tudo e mais alguma coisa.

Sejamos realistas! Tem de haver algum esforço por parte das famílias e dos alunos. Estes não podem ir para escola e simplesmente estar sentados a ouvir os professores.
Têm de ter consciência, ainda que pequena, de que é necessário um esforço. O Estado (todos os contribuintes) proporcionam-lhe aquele estabelecimento de ensino, aqueles docentes, aqueles conhecimentos, aquela educação cívica e académica.
Vejamos o exemplo de uma aluna que frequente o ensino secundário, o 11.º ano por exemplo. Se tiver o 1.º escalão do abono familiar, além dessa prestação mensal, na escola terá direito a 135€ para livros escolares (excepto livros de exercícios e cd's) + 15€ para material escolar + alojamento familiar + almoço gratuito diário na cantina + portátil grátis (5€ net/mês) + leite + peça de fruta + seguro escolar + descontos em actividades extra curriculares. Se chegar ao final do ano lectivo com média igual ou superior a 14 valores tem direito a Prémio de Mérito no valor de 419,22€.

Com tantos apoios quem não quer regressar à escola? Será assim tão difícil alcançar uma média de 14 valores?

Os alunos têm de entender que na vida nada se conquista sem esforço, dedicação e competência. A vida não deve ser feita de facilidades. No entanto, o ensino de hoje (em Portugal) está tão facilitado que só não estuda quem não quer.