Realmente 50 cêntimos não faz muita diferença, mas multiplicando esse valor por milhares de alunos dará uma quantia bastante significativa.
Essas críticas estão assentes em dois pilares: o direito à educação previsto na Constituição e o alargamento da escolaridade obrigatória.
Defendem os partidos que deveria ter sido aumentado o apoio à alimentação e que diversos materiais, como equipamentos para educação física, poderiam ter sido abrangidos.
Resumindo, o Governo deveria dar tudo e mais alguma coisa.
Sejamos realistas! Tem de haver algum esforço por parte das famílias e dos alunos. Estes não podem ir para escola e simplesmente estar sentados a ouvir os professores.Vejamos o exemplo de uma aluna que frequente o ensino secundário, o 11.º ano por exemplo. Se tiver o 1.º escalão do abono familiar, além dessa prestação mensal, na escola terá direito a 135€ para livros escolares (excepto livros de exercícios e cd's) + 15€ para material escolar + alojamento familiar + almoço gratuito diário na cantina + portátil grátis (5€ net/mês) + leite + peça de fruta + seguro escolar + descontos em actividades extra curriculares. Se chegar ao final do ano lectivo com média igual ou superior a 14 valores tem direito a Prémio de Mérito no valor de 419,22€.
Têm de ter consciência, ainda que pequena, de que é necessário um esforço. O Estado (todos os contribuintes) proporcionam-lhe aquele estabelecimento de ensino, aqueles docentes, aqueles conhecimentos, aquela educação cívica e académica.
Com tantos apoios quem não quer regressar à escola? Será assim tão difícil alcançar uma média de 14 valores?
Os alunos têm de entender que na vida nada se conquista sem esforço, dedicação e competência. A vida não deve ser feita de facilidades. No entanto, o ensino de hoje (em Portugal) está tão facilitado que só não estuda quem não quer.