As maiores entradas no ensino superior estão a registar-se na saúde e no social. Os números assustam e o dos desempregados é preocupante em vários sentidos (humano e económico, sobretudo).
O ministro do ensino superior sofre de miopia e as escolas (que precisam de dinheiro para pagar aos professores doutores) partilham do mesmo mal. Aqueles que estão no mercado de trabalho e aqueles que aguardam uma possibilidade (até de um estágio profissional) sabem bem do que estou a falar. O mercado está a abarrotar.
Há licenciados a mais e as indústrias não param esta linha de montagem desgraçada, desengonçada e esquizofrénica. Entram 90 na 1.ª fase, 20 na 2.ª, 5 na 3.ª e com os maiores de 23, transferências e reingressos ainda entram, no mínimo, mais 20. As médias? Ah! Isso pouco interessa...tem como pagar as propinas, ora tem? Então venha daí. O seu futuro é connosco! Depois arrastam-se, estagiam nas instituições onde querem "todos ao montão", fazem um copy paste daqui e dali, queimam fitas ainda com disciplinas por fazer e são licenciados.
A maioria das associações do sector seguem o modelo dos sindicatos e "fazem vista grossa" (interessa-lhes que o número de sócios pagantes cresça) e andamos nisto: agora fecho eu os olhos, depois fechas tu! (Este parágrafo vai causar alguma irritação. Quase me atrevo a apostar que o meu tlm vai tocar ou uma msg me vai chegar ao e-mail. Perda de tempo!)
A revolta entre trabalhadores sociais está a ganhar dimensão. Venha daí o tão falado movimento que através do facebook ou das petições on-line, tenciona pedir a suspensão temporária destes cursos que estão a formar desempregados. Eu assino!