Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

Comportamento: as normas que ninguém cumpre


FIM ÀS CUSPIDELAS!

Alguma vez lhe passou pela cabeça que, ao sacudir os tapetes ou uma camisola à janela, está a cometer uma infracção? É provável que não. Mas fique sabendo que se viver em Matosinhos e realizar algum daqueles gestos está sujeito a ser multado. Cuspir para o chão, passeios ou outros espaços públicos, urinar ou defecar na rua ou noutros locais não previstos para o efeito, sacudir ou bater cobertores, capachos, tapetes, alcatifas, roupas e outros objectos das janelas, varandas e portas para a rua estão entre as dezenas de contra-ordenações identificadas no regulamento de resíduos sólidos daquele concelho. Todas sujeitas a multas entre os 45 e os 4500 euros. Mas não é caso único. O melhor é consultar os regulamentos do seu município se costuma praticar alguma destas acções. E, já agora, se está a pensar fechar a sua varanda também. É que em muitos municípios as marquises só poderão ser legalizadas desde que respeitem a homogeneidade da fachada, relativamente a outras existentes e legalizadas. Uma marquise de cada nação não vale!
ATENÇÃO ÀS PASSADEIRAS

Vamos agora fazer um breve passeio pelas regras de trânsito. Que é proibido atravessar com sinal vermelho ou fora das passadeiras (sempre que exista uma a menos de 50 metros de distância) não é novidade para a grande maioria dos cidadãos, embora o incumprimento seja generalizado. Agora, o que já muito boa gente não sabe é que usar a passadeira também pode ser motivo de infracção. Como? Se o peão decidir atravessar sem previamente se certificar que, tendo em conta a distância que o separa dos veículos que nela transitam e a respectiva velocidade, o pode fazer sem perigo de acidente. A explicação está no artigo 101º do Código da Estrada. A multa prevista para atravessar na passadeira sem as devidas cautelas varia entre 10 e 50 euros, e é igual ao previsto para atravessar fora da passadeira e inferior ao que é devido por passar com sinal vermelho (entre os 5 e os 25 euros). Mais grave é criar embaraços ao trânsito (de 60 a 300 euros).
AI AS ROTUNDAS!

Ora aqui está uma regra difícil de cumprir por muita boa vontade que haja da nossa parte: a circulação correcta nas rotundas. Vejamos. O Código da Estrada diz que os condutores devem adoptar o seguinte comportamento: O condutor que pretende tomar a primeira saída da rotunda deve ocupar, dentro da rotunda, a via da direita. Se pretender tomar outras saídas deve ocupar a via de trânsito mais adequada em função da saída que vai utilizar (2ª saída = 2ª via; 3ª saída = 3ª via); aproximar-se progressivamente da via da direita; fazer sinal para a direita depois de passar a saída anterior à que pretende utilizar; mudar para a via de trânsito da direita antes da saída, sinalizando antecipadamente quando for sair. O pior é que em caso de acidente, normalmente o culpado é o que circula pela via de dentro. Porquê? Simples, porque vai fazer a manobra de mudança de direcção e cabe a ele ter todas as cautelas na mudança de direcção. É por estas e por outras que muitos preferem não arriscar e insistem em fazer a rotunda completa, sempre pelo corredor de fora. F
FAZ O PISCA, BURRO!

Que estacionamos de qualquer maneira e andamos quase sempre em excesso de velocidade já não é novidade (veja o ranking da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, em baixo). Mas, para o major da GNR, Lourenço da Silva, não há dúvidas de que no pódio deviam estar a falta de sinalização das manobras (pisca-pisca) e a não salvaguarda da devida distância de segurança para o veículo da frente. "Como são difíceis de fiscalizar, porque não há meios automáticos para o fazer, não entram no top, mas, a par do uso do telemóvel, são das regras mais violadas", garante. A propósito do uso de telemóvel, sabia que só é permitida a utilização de sistemas com um auricular? Nada de colocar dois auriculares nos ouvidos ou outro tipo de auscultadores sonoros. Fica sujeito a coima entre os 120 e os 600 euros.
TÁ-SE BEM?

Faz um churrasquinho à porta de casa, coloca uma mesa e umas cadeiras no passeio; dá de comer ao cão de raça perigosa que por ali se passeia, sem trela ou açaimo; não apanha os dejectos do animal, nem o lixo que fez e segue para casa onde a festa se prolonga noite fora com música em altos berros! Não sendo o seu caso, provavelmente já assistiu a algo parecido. Todo o cenário revela falta de civismo e faz parte das principais infracções cometidas por esse país fora, dando direito a várias coimas. Mas uma breve auscultação a alguns municípios dá-nos a indicação de que o ruído é a infracção que mais vezes leva à queixa. Pois fique sabendo que para a salvaguarda da tranquilidade da vizinhança e da saúde pública, as actividades ruidosas estão sujeitas a restrições. Assim, o exercício de actividades ruidosas é interdito durante o período nocturno, entre as 18 horas e as 7 horas, e aos sábados, domingos e feriados, excepto se autorizadas por licença especial de ruído concedida pela câmara municipal ou pelo governador civil.
SLALOM FORÇADO

Por último, lembramos uma das infracções com a qual nos deparamos mais vezes quando passeamos a pé e que nos obriga a verdadeiros slalom's: dejectos dos animais. Felizmente, já há muito bom dono que se lembra de levar o saquinho de casa para apanhar os cocós dos seus bijus, mas na verdade é dos 'crimes' de cidadania mais vezes cometidos. Cabe às câmaras legislar sobre a matéria e fique sabendo que em Oeiras, por exemplo, a desobediência pode sair cara: de €25 a €1870 euros de multa. A obrigatoriedade do uso de coleira ou peitoral e açaimo ou trela; o registo dos animais e renovação do mesmo, na junta de freguesia da área da residência ou sede, são outros dos esquecimentos frequentes dos portugueses donos de cães e gatos e que também estão previstos na lei.

Fonte: Publicado na Revista Única do expresso de 20 de Fevereiro de 2010
Alexandra Simões de Abreu (textos) Paulo Buchinho (ilustrações)

Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

3 em 4 desempregados conseguem trabalho através da rede de contactos


Três em cada quatro desempregados conseguem um novo trabalho através da sua rede de contactos, diz o autor de um guia para recém desempregados, que aconselha a valorizar esta ferramenta na procura de trabalho.

"E se eu for despedido"? Esta é a interrogação que dá título ao livro do economista e psicólogo Marcos Chicot, que passou por Lisboa para apresentar a obra recém-editada em Portugal.

"Se as pessoas não saírem de casa não vão conseguir nada. É preciso desenvolver a rede de contactos para que os que nos rodeiam saibam da nossa situação e das nossas necessidades".

Isolar-se "é um erro grave", salienta o autor. Os desempregos devem comunicar a sua situação de modo positivo, mostrando motivação, esforço e empenho na procura de trabalho.

"É preciso fazer crescer a rede e dizer: se alguém souber de alguma coisa, lembrem-se de mim", sugere.

O conselho é válido para todos os desempregados: "toda a gente conhece alguém, toda a gente teve chefes, colegas, clientes, fornecedores. O que é preciso é ampliar esta rede que nos conhece profissionalmente e manter o contacto. Quando se sai de uma empresa não é preciso deixar de ver as pessoas".

No livro, Marcos Chicot, responde às dúvidas dos recém desempregados em três partes.

Primeiro, é preciso superar o choque, mantendo-se positivo: Segundo, há que viver a etapa do desemprego, que pode durar semanas, meses ou anos, adotando estratégias para resolver os problemas. Terceiro, é preciso preparar o processo de seleção.

O economista admite que o mercado de trabalho não vai ter capacidade para absorver todos os desempregados, mas defende que a maioria das pessoas recupera uma situação laboral normal em dois ou três anos.

"O que temos de fazer é usar tudo o que está à nossa mão para nos tornarmos rapidamente parte deste grupo".

Procurar trabalho fora pode ser uma alternativa, mas é preciso ser realista.

"Não temos que fugir. Se considerarmos que esta é a melhor opção temos que enfrentá-la. Mas que ninguém fuja a pensar que vai encontrar soluções mágicas que não encontra no seu próprio país, porque é uma crise global".

Quem tem mais de 50 anos deve melhorar os pontos fracos.

"Os empregadores acham que estas pessoas têm falta de iniciativa e de motivação, pouca capacidade de aprendizagem e são pouco adaptáveis. É preciso demonstrar o contrário".

Fazer um curso ajuda a melhorar esta imagem, garante Marcos Chicot: "As empresas valorizam tanto os conhecimentos adquiridos na formação como o ato em si porque mostra que as pessoas têm capacidade de adaptação e iniciativa".

Por outro lado, há valorizar aspetos positivos como a experiência, responsabilidade e menor impulsividade.

No que respeita ao auto-emprego, o autor alerta para alguns riscos - "exige muito esforço pessoal, familiar e social" - e aconselha a não traçar cenários demasiado otimistas.

"Quando se abre um negócio vão surgir problemas e estes transformam-se em tensões pessoais, financeiras, em conflitos com os sócios com quem nos lançámos nesta aventura", lembrou Chicot.

"Se tens uma ideia, confias nela e tens os meios: tenta. Mas de modo realista", preconiza este especialista.

Fonte: DESTAK/LUSA

Convite

Ex.mo Sr:
Bruno Luís

Vimos por este meio convidá-lo a estar presente na conferência:

Santuário Cristo Rei - Almada

Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

Guia para poupar mais de 3 mil euros no IRS


Da saúde aos fundos de investimento, conheça 15 categorias que podem ajudá-lo a aliviar a carga fiscal.

São várias as deduções que pode apresentar na sua declaração anual. Entre as mais fáceis de contabilizar estão os gastos relacionados com a saúde, educação e habitação, mas a verdade é que há muito mais, incluindo produtos com benefícios fiscais. Feitas as contas, a poupança pode superar os 3 mil euros.

1. Saúde A dedução à colecta é de 30%, sem limite de despesas. Tenha em conta que só são aceites como despesas os bens isentos de IVA ou taxados a 5%. As facturas taxadas a 20% só podem ser deduzidas se tiverem sido prescritas por um médico - e apenas até um limite máximo de 64 euros. Por exemplo, se tiver mil euros de despesas de saúde, pagará menos 300 euros de IRS.

2. Educação A dedução à colecta é de 30% e pode apresentar um máximo de 720 euros de despesa. Pode incluir gastos com propinas, mensalidades, inscrições, livros escolares, despesas de transporte, alojamento, etc. Agregados com três ou mais dependentes podem deduzir mais 135 euros por cada um, desde que sejam estudantes e tenham despesas de educação. Por exemplo, se tiver 500 euros de gastos de educação ou formação profissional pagará menos 150 euros.

3. Energias Renováveis A dedução à colecta é de 30%, limitada a um máximo de 796 euros de despesas. Pode apresentar despesas em equipamentos novos para utilização de energia eléctrica com potência até 100 kw, que consumam gás natural, e veículos eléctricos ou movidos a energias renováveis não combustíveis. Por exemplo, uma despesa de 1500 euros permite-lhe poupar 450 euros.

4. Habitação A dedução varia consoante o escalão a que pertence. Se tem um crédito à habitação, pode deduzir 30% das despesas pagas em juros e amortizações. Caso pertença aos dois primeiros escalões de IRS, esta dedução pode ser de 50%. Se estiver no terceiro escalão, pode deduzir 25% e 10% se pertencer ao quarto escalão. Se morar numa casa arrendada também pode apresentar o valor das rendas.

5. Informática Dedução de 50%, num máximo de 250 euros. São aceites despesas na aquisição de computadores para uso pessoal até um limite de 250 euros por cada contribuinte ou membro do agregado com despesas de educação. Por exemplo, se também tiver comprado um Magalhães, é preferível apresentar a despesa de um computador de montante superior, porque o primeiro só permite uma dedução de 25 euros.
6. Plano Poupança Reforma (PPR) Dedução de 20%, num máximo de 400 euros. O valor máximo dedutível varia consoante a idade: 400 euros para idade inferior a 35 anos; 350 euros para idades entre os 35 e os 50 anos; 300 euros para maiores de 50 anos. Por exemplo, um investimento de mil euros pagará menos 200 euros de IRS.

7. Seguros de vida e acidentes pessoais Dedução de 25%. Só podem contemplar riscos de morte, invalidez e reforma por velhice, com limite de 64 euros.

8. Seguros de saúde Dedução de 30%. Os sujeitos passivos ou dependentes têm o limite de 168 euros, já os solteiros têm o limite de 84 euros. Por cada dependente, os limites aumentam 84 euros.

9. Lares Dedução de 25%, num máximo de 382,5 euros. Só pode apresentar esta despesa se o idoso for familiar até ao terceiro grau, e apenas se os rendimentos deste forem inferiores a 450 euros.

10. Donativos Dedução de 25%, num máximo de 35 euros. O montante doado é considerado em 140%, calculando -se sobre esta percentagem os 25% de dedução à colecta. No entanto, quando as instituições são privadas ou religiosas, a dedução não pode ser superior a 15% da colecta de IRS.

11. Acções Os títulos detidos há 12 meses, ou pelo menos com um saldo positivo entre as mais-valias e as menos-valias resultantes da venda, são tributados em 10% em IRS. Estão isentas de impostos as acções que estiverem nas mãos dos contribuintes há mais de um ano. Mas para isso precisa de preencher o anexo G1.

12. Depósitos bancários Os juros dos depósitos à ordem e dos depósitos a prazo são tributados à taxa de 20% pelo banco na data do vencimento dos juros.

13. Títulos da dívida pública O contribuinte não terá de apresentar os juros recebidos na declaração anual de IRS, como acontece com os depósitos. A explicação é simples: os títulos da dívida pública (onde estão incluídas as obrigações e os certificados de aforro) já foram sujeitos a uma retenção na fonte de 20%.

14. Fundos de investimento Não terá de incluir os rendimentos obtidos pelos fundos de investimento, uma vez que estes já foram alvo de tributação. No entanto, se realizar mais-valias, o contribuinte é tributado a uma taxa especial de 10%.

15. Seguros de capitalização A tributação varia consoante o prazo. Se este for inferior a cinco anos, os rendimentos a receber no momento do resgate serão sujeitos a uma retenção de 20%. Se o prazo for de cinco a oito anos, a taxa de retenção é de 20% sobre 4/5 do rendimento. Para as aplicações com um período superior a oito anos, a taxa de retenção é de 20% sobre 2/5 do rendimento.

Fonte e Imagem: Sónia Peres Pinto/i online

Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

Convite Conferência

Cartaz: Bruno L. Rodrigues

Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010

Recomendações para condições meteorológicas adversas


Face a condições meteorológicas adversas a Direcção-Geral da Saúde reforça as recomendações para a população em geral para que se tomem medidas de protecção, tais como:

· Use calçado adequado que evite o risco de queda. Evite molhar os pés e, consequentemente, o seu arrefecimento;
· Na condução tenha em atenção o estado do piso molhado e escorregadio por forma a evitar acidentes;
· Mantenha o vestuário seco;
· Apesar da chuva tenha em atenção que, o interior da sua habitação deve estar bem ventilado, sobretudo quem utilize aparelhos de queima. Cuidado com o Monóxido de Carbono;
· Tenha cuidado com as infiltrações e humidades, as quais favorecem o desenvolvimento de microorganismos (bolores, fungos, leveduras e ácaros) que podem originar alergias e infecções respiratórias;
· Após as chuvas providencie a eliminação de acumulações de água com detritos orgânicos.

Tenha redobrada atenção com os idosos, as crianças e doentes crónicos (grupos estes mais vulneráveis às variações meteorológicas).

Mantenha-se atento aos avisos das Autoridades de Saúde, do Instituto de Meteorologia e da Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Particularmente:

· Aos avisos e recomendações das autoridades competentes, mantendo-se atento à situação;

· Desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais, nomeadamente dos quintais e varandas e retirada de inertes que possam ser arrastados;

· Limpeza dos bueiros, algerozes e caleiras dos telhados das habitações;

· Se se verificar vento forte feche portas e janelas e proceda à arrumação de equipamento solto, caixotes de lixo ou outros objectos;

· Redução da velocidade de condução de veículos tendo especial cuidado com os congestionamentos de trânsito e a possível formação de lençóis de água nas vias ou redução da visibilidade, que poderão aumentar o perigo de acidente rodoviário;

· A não utilização de veículos em zonas inundadas, precavendo o seu arrastamento para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;

· Afectação por ventos mais fortes, de estruturas montadas (andaimes, tendas, toldos, telhados) e árvores, podendo provocar a sua queda;

· À evacuação de animais para locais seguros.

Em caso de emergência ligue o 112

Para mais informações ligue para o Serviço Saúde 24 - 808 24 24 24

Fonte: Direcção-Geral de Saúde

Investigadores criaram sistema portátil para deslocação na via pública


Um grupo de investigadores de várias entidades nacionais anunciou hoje a criação de um sistema portátil para ajudar pessoas cegas a deslocarem-se na via pública, detetando obstáculos ou ajudando a contornar passeios ou fachadas.

O Blavigator é, segundo os seus criadores, "um auxílio barato e fiável para a navegação dos cegos", financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia em cerca de 82 mil euros.

O projeto uniu investigadores do Grupo de Investigação em Engenharia do Conhecimento e Apoio à Decisão, sedeado no Instituto Superior de Engenharia do Porto (GECAD/ISEP), do Centro de Investigação Tecnológica do Algarve, da Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), das universidades do Algarve e de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e do Instituto de Sistemas e Robótica.

Segundo João Barroso, investigador do GECAD e docente da UTAD, as pedras soltas na típica calçada portuguesa, objetos estáticos como bancos, postes, canteiros de plantas, e objetos em movimento como pessoas ou animais, nomeadamente os que se encontram em rota de colisão podem, em breve, deixar de ser um problema para os invisuais.

A solução passa pela criação de dispositivos acessíveis à maioria das pessoas cegas e que permitam uma melhor circulação pela via pública, ou mesmo em centros comerciais, através de uma informação constante acerca do trajeto, distâncias e obstáculos.

De acordo com um comunicado enviado hoje à imprensa, apesar de já existirem vários trabalhos na área, não existe, no entanto, nenhum equipamento comercial que possa ser adquirido a um preço acessível.

Este projeto integra várias tecnologias, tais como informação georreferenciada, GPS e visão por computador de forma a detetar obstáculos e transmitir essa informação ao utilizador.

A ideia é desenvolver um protótipo que custa menos de 400 euros e que pode ser facilmente montado por um técnico.

Segundo os criadores, o sistema será muito "leve, robusto, fácil de colocar e transportar e nunca se tornará um obstáculo na locomoção".

Outra das preocupações dos investigadores é a interface com o utilizador, cuja fala será baseada num mínimo de perguntas e em instruções simples de forma a não perturbar a navegação com a bengala, nem distrair a atenção do som ambiente.

O alerta ao utilizador será feito com um mínimo de sons possível.

Com o objetivo de melhorar a utilização do equipamento, o grupo de investigadores do Blavigator vai discutir com os utilizadores finais, em colaboração com a ACAPO, funções adicionais, como a deteção de passadeiras e o seu atravessar dentro dos limites, sobretudo em cruzamentos que não têm sinalização sonora.

Fonte: DESTAK/LUSA
Imagem: http://intervox.nce.ufrj.br/~gilmar/cego.gif

Dia Nacional da Natalidade e da Grávida


Uma petição com 4101 assinaturas será hoje entregue no parlamento para pedir a aprovação do Dia Nacional da Natalidade e da Grávida, iniciativa que visa trazer ao debate, pelo menos uma vez por ano, a questão da natalidade em Portugal.

Carlos Noivo, um dos promotores da iniciativa, explicou à agência Lusa que o número de assinaturas reunidas demonstra bem a preocupação dos cidadãos com a questão da natalidade.

“Queremos que, pelo menos uma vez por ano, se fale, se discuta, se analise o défice da natalidade em Portugal”, adiantou.

Os promotores da iniciativa pretendem que o Dia Nacional da Natalidade/Dia da Grávida se assinale a 9 do mês Setembro (mês nove), numa alusão aos nove meses da gestação.

A natalidade em Portugal é um problema “dramático” e “não tem tendência para equilibrar ou melhorar”, acrescentou Carlos Noivo.

Entre os vários temas que os promotores gostariam de ver discutidos no âmbito do debate em torno da natalidade constam os apoios à família para que nasçam mais crianças.

“Cada vez temos menos filhos e as mulheres têm-nos cada vez mais tarde, por razões que passam pela falta de compreensão da entidade empregadora, de apoio de retaguarda”, sublinhou.

No fundo, concluiu, “falta de apoio ao pai e à mãe”.

A petição será entregue terça feita ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.

Fonte: DESTAK

CAJ em Macedo de Cavaleiros


A partir do próximo mês os jovens do concelho de Macedo de Cavaleiros vão passar a dispor de um Centro de Atendimento Jovem (CAJ). A valência está instalada no rés-do-chão do Centro Cultural, num espaço cedido pela Câmara Municipal ao Centro de Saúde de Macedo de Cavaleiros, e a sua inauguração está marcada para o dia 01 de Março, segunda-feira, pelas 14.30 horas.

O CAJ conta com uma equipa multidisciplinar – médico, enfermeiros, psicólogo e assistente social – disponível para prestar informações, esclarecer e encaminhar os jovens nas áreas da sexualidade, da prevenção de doenças infecto-contagiosas, da promoção de comportamentos saudáveis, do percurso escolar e profissional, entre outras.

As consultas são gratuitas e confidenciais e realizam-se às segundas e sextas-feiras, entre as 13.00 e as 16.00 horas. O atendimento é feito no próprio dia, por ordem de chegada, não sendo , por isso, necessário fazer marcação prévia.

A instalação do CAJ no Centro Cultural, onde já funcionam a Loja Ponto Já e o Espaço Internet, vem reforçar as valências dirigidas aos jovens disponibilizadas naquele espaço multifuncional.

Fonte: Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros

Sábado, 20 de Fevereiro de 2010

Bispos demarcam-se da manif


ESTE ARTIGO do DN, que com a devida vénia aqui reproduzo, é dedicado à leiga que em Novembro de 2009 se mostrou indignada por eu, enquanto educador e cristão, não ter assinado a petição para levar a referendo o casamento entre homossexuais. A falta de apoio da hierarquia da Igreja Católica, que na altura aleguei, vem agora confirmar-se. A Igreja Católica necessita de cristãos atentos e participativos. Dispensam-se os cristãos tolinhos que andam na Igreja por ver andar os outros.


«Autocarros com participantes vêm de todo o País. Hierarquia da Igreja decidiu não estar presente.

Os bispos e a maioria dos padres do País não vão hoje à Avenida da Liberdade, em Lisboa, participar na manifestação contra o casamento gay. A Igreja Católica apoia e aplaude a manifestação, mas recusa envolver-se nesta iniciativa da sociedade civil.

A Plataforma Cidadania e Casamento, que convocou o protesto para as 15.00, não arrisca avançar com uma estimativa para o número de participantes. Mas grande parte dos 19 comités regionais que estão a promover a ideia tem autocarros para deslocar hoje os participantes até ao centro de Lisboa.

Entre o clero, a posição que a Igreja deve assumir numa situação destas não é, porém, unânime. Embora a plataforma que organiza o encontro tenha feito chegar a informação da Manifestação pelo Casamento e pela Família a todas as paróquias e dioceses, a mobilização local não foi homogénea. "Sabemos de alguns padres que vêm. Mas outros não, porque acham que a Igreja não se deve envolver numa iniciativa não confessional", afirmou ao DN Nuno Morgado, coordenador nacional dos comités locais deste grupo criado pela sociedade civil.

Alguns párocos divulgaram a iniciativa que sai em defesa dos valores cristãos da família, mas preferem não aparecer hoje. Certo é que nas paróquias onde os padres foram os mobilizadores a adesão é maior. Sónia Ferro, do comité de Montemor-o-Novo, disse que os padres da região foram "incansáveis".

Ontem, o porta-voz da Conferência Episcopal disse ao DN que "a Igreja Católica aplaude e congratula-se com todas as iniciativas que saiam em defesa da família e do casamento. Mas esta é uma iniciativa de cidadãos que não defende uma causa religiosa, mas algo mais vasto e transversal". O padre Morujão não estará em Lisboa, mas garante que se estivesse iria, "como cidadão que acha que esta causa deve ser defendida".

No Algarve, a diocese não se quis envolver na mobilização das pessoas, afirmou ao DN Miguel Cunha, coordenador deste comité. Mesmo assim, haverá três grupos organizados, num total máximo de cem pessoas. Também em Setúbal, a hierarquia da Igreja demarcou-se deste protesto, preferindo não participar activamente.

O bispo do Porto, D. Manuel Clemente, foi uma das poucas vozes da Igreja a pedir o referendo, mas hoje estará em acção pastoral na sua diocese. Em Lisboa, apesar das palavras críticas de D. José Policarpo contra a proposta do Governo, nenhum bispo deverá juntar-se à manifestação da Plataforma. Pelo contrário, segundo apurou o DN, das dezenas de paróquias da diocese de Lisboa virão vários padres e centenas de apoiantes. Contactados pelo DN, D. Manuel Felício, bispo da Guarda, e D. António Carrilho, presidente da Comissão Episcopal da Família e bispo do Funchal, também dizem que não estarão no evento de hoje.

Apesar da ausência dos bispos, todos os comités locais sublinham o entusiasmo e a expectativa das pessoas que se associaram ao protesto. Contactados pelo DN, dizem que "há uma enorme mobilização" e que "quantos mais manifestantes melhor" porque "é uma situação muito importante".

Grande parte dos participantes vem de Setúbal (três a quatro autocarros), de Coimbra (três autocarros) e de Braga (50 a 100 pessoas). Noutros locais, como Bragança, Leiria, Mora, Mafra e Lourinhã, a mobilização foi menor e as pessoas virão em veículos próprios. Também para hoje está prevista uma manifestação de apoio a José Sócrates, na Alameda D. Afonso Henriques.

Fonte e Imagem: Rita Carvalho/DN

Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

Luis Jacob candidato ao Prémio «Rock in Rio Atitude Sustentável»


«Foram hoje anunciados os três projectos indicados para votação em cada uma das categorias do Prémio Rock in Rio Atitude Sustentável. O anúncio foi feito em directo na Rádio Renascença, um dos parceiros desta iniciativa, e o público pode agora votar no seu preferido até às 24h00 de dia 15 de Março no site oficial do Rock in Rio-Lisboa. (...)

Na categoria Responsabilidade Social, representada por Mercedes Balsemão,
os indicados são Luís Jacob (Dinamizador e Presidente da RUTIS – Rede de Universidades da Terceira Idade),
Helena Presas (Centro Social e Paroquial do Campo Grande) e Luís Villas-Boas (Director do Refúgio Aboim Ascensão). (...)

Todos os pormenores dos projectos indicados estão disponíveis para consulta em www.rockinrio-lisboa.sapo.pt e a votação online decorre até dia 15 de Março. Com o encerrar da votação será encontrado o vencedor de cada categoria que receberá um troféu num evento concebido especialmente para esse efeito, agendado para a segunda quinzena de Março, em local a indicar».

Fonte: DESTAK

LUIS JACOB é docente da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Bragança, Presidente da RUTIS e da Socialgest

Para votar:
http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dFZPVVFSLXA0ckREYi1HcDI4UTdXYnc6MA&theme=0AX42CRMsmRFbUy1mNGY3MzQyYi02MzhlLTQ5OTEtOTdiMS1jZjNmNGNiY2I0NGU&ifq

Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

I Congresso Internacional Psicodrama Psicanalítico

Vai realizar-se em Lisboa nos dias 26 e 27 de Fevereiro o I Congresso Internacional de Psicodrama Psicanalítico. É subordinado ao tema "Transformação da violência - A expressão da criatividade", da maior importância para quem trabalah nestas àreas onde cada vez mais a violência é uma preocupação.

Recheado de workshops e com um um programa cheio, este congresso é uma oportunidade a não perder.

Informações podem ser pedidas para:
spppgpt@gmail.com

Fonte: Blogue Crianças em Risco

Workshop Play Therapy - Porto

Após o sucesso do primeiro Workshop em Lisboa (dia 9 de Janeiro de 2010), e após vários apelos a uma segunda edição do mesmo, voltamos a realizar o Workshop Play Therapy, desta vez no Porto!

A Play Therapy, ou a terapia pelo brincar, vem oferecer um espaço em que a criança se sinta segura para explorar os seus sentimentos, pensamentos e experiências através do brincar. A Play Therapy dá a possibilidade à criança de se expressar, ao seu próprio nível e ao seu próprio ritmo, para que possa dar sentido às suas experiências traumáticas numa relação de confiança com o terapeuta.

Consultar: https://sites.google.com/a/labirintoscoloridos.com/playtherapy/home

I Encontro Internacional de Psicogeriatria


Instituto de S. João de Deus realiza I Encontro Internacional de Psicogeriatria, dias 19 e 20 de Fevereiro, em Barcelos.

“Investigar para Antecipar” é o tema central do I Encontro Internacional de Psicogeriatria do Instituto S. João de Deus, que se realiza nos dias 19 e 20 de Fevereiro, no Fórum S. Bento Menni – Barcelos.

Psicogeriatria, Cuidados Continuados e Plano Nacional de Saúde Mental é o assunto dominante da conferência de abertura, apresentado por António Leuschner, psiquiatra do Hospital Magalhães Lemos.

Fonte e Imagem: Direcção-Geral de Saúde

Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Apresentação de livro


Coordenação pelo Prof. Doutor Freitas-Magalhães

Apresentação dia 12 Fev Sex 21h 30 Mar Shopping

Este livro fornece um mapa detalhado do importante e crescente campo da regulação das emoções. As temáticas abordam, em concreto, a expressão facial e as emoções em doentes com Parkinson, dos mecanismos neuronais à funcionalidade da interacção social, o reconhecimento das emoções em psicopatas, o poder e a função das emoções na saúde, a constituição neuropsicofisiológica das emoções e a representação e experiência emocional ao longo da vida. Este manual universitário e científico apresenta estudos pioneiros com contributos de alguns dos maiores especialistas mundiais.

Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Universidade Portucalense continua a apoiar alunos de Educação Social


Voluntariado na Licenciatura em Educação Social

«Privilegia-se neste curso a concepção do perfil do Licenciado em Educação Social. Ou seja, considera-se desejável que a formação ao nível da licenciatura permita a aquisição de sólidos conhecimentos científicos, bem como de competências que habilitem o licenciado ao exercício profissional em contextos diferenciados, sendo-lhe proporcionado, no âmbito da formação académica, um contacto directo e activo com o mundo do trabalho.

Face a este perfil,
entendemos que a prática de voluntariado é especialmente adequado a todos os estudantes, com especial incidência no grupo de aprendizagem da Licenciatura em Educação Social. Consequentemente, a Universidade Portucalense reconhece, mediante a inclusão no Suplemento ao Diploma, as actividades de voluntariado relevantes à formação integral dos estudantes e devidamente comprovadas pelas entidades beneficiárias.


É política do Projecto Educativo do Departamento de Ciências da Educação e do Património e do Plano de Actividades da Licenciatura em Educação Social, fomentar activamente o envolvimento dos estudantes na actividade voluntária, que, entendemos, é parte integrante da estratégia de promoção da empregabilidade e de aproximação da formação universitária à dimensão social como meio de favorecer o espírito solidário, entre outras competências.

De forma a promover a participação dos estudantes de Educação Social na oficina de voluntariado, os horários da licenciatura foram já desenhados tendo em mente a facilitação da coordenação entre as actividades de voluntariado e o estudo.
Com vista à promoção da iniciativa, aqui deixamos alguns links de sites que promovem a actividade e desenvolvem bolsas de voluntários. Por meio destes contactos, sem dúvida, encontrará a instituição que mais precisa do seu contributo e que mais de encontro vai aos seus interesses solidários e formativos:

• Bolsa de voluntariado online: http://www.bolsadovoluntariado.pt/
• Voluntariado no IPO do Porto: http://www.ipoporto.min-saude.pt/colaboreconnosco/Voluntariado/
• Associações promotoras do voluntariado do Concelho do Porto: http://www.voluntariado.pt/search.asp?concelho=190
• Pesquisa de Oportunidades de Voluntariado da Câmara Municipal do Porto: http://195.23.4.225/FrontEnd/Voluntarios/Default.aspx

Fonte: Maria José Cardoso Paiva Rodrigues/Universidade Portucalense

Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

AEG lança novo telemóvel para seniores


A AEG acaba de lançar o telemóvel SP100, mais um da sua gama com características especialmente dedicadas ao mercado sénior: grandes dimensões de ecrã e teclas, compatibilidade com aparelhos auditivos e uma tecla SOS.

Segundo a AEG, o aparelho é “destinado aos utilizadores de idade mais avançada” e possui um visor de 2,2 polegadas e 262 cores “que torna os textos de mensagens escritas bem visíveis”. Conta ainda com “teclas de grandes dimensões” e um botão SOS, que permite efectuar uma chamada de emergência para um número pré-definido. O telemóvel tem formato concha e o valor recomendado pelo fabricante é de 109,90 € (IVA incluído).

Compatível com aparelhos auditivos, com os quais não interfere, o SP100 possui algumas características mais comuns, como a possibilidade de efectuar chamadas em alta voz (usando o altifalante do telefone, não sendo necessário tê-lo encostado ao ouvido) ou rádio FM.

Além do tamanho do ecrã e das teclas, o telemóvel tem outra característica que poderá ser útil aos utilizadores mais velhos: uma tecla SOS que, ao ser premida, faz uma chamada de emergência para um número escolhido previamente, e que funciona mesmo quando o telemóvel está desligado.

Segundo José Nobre, director comercial da AEG em Portugal, o SP100 tem por objectivo “melhorar a oferta” da AEG de telemóveis para o mercado sénior, depois do lançamento do Auro Comfort 1010 em 2009 que “foi muito bem aceite no mercado”. A AEG salienta, além das funcionalidades do telefone, o design “mais apelativo e discreto” deste modelo.

Características do AEG SP100:

GSM 900/DCS 1800
Dimensões: 85x54x19.5mm (milímetros)
Ecrã TFT com 2,2” e 262K cores
Suporta caracteres de grande dimensão
Tecnologia Hearing Aid
Botão de emergência
Bateria de Li-Ion700 mAh
Rádio FM
Som estéreo
Altifalante integrado
Alerta vibratório
Preço recomendado: 109,90 € (IVA incluído)

118 mil desempregados vivem do subsídio social


Segurança Social. Sete em cada dez portugueses consideram que o sistema é mau

Um terço dos desempregados apoiados pelo sistema de protecção social recebia, no final de 2009, o subsídio social de desemprego. O número de beneficiários desta prestação - que tem um valor mais baixo e está condicionada a fracos rendimentos - evoluiu, no ano passado, a um ritmo bem mais elevado do que o do subsídio dito "normal" de desemprego.

Os dados ontem publicados pelo Instituto de Informática da Segurança Social revelam que 2009 encerrou com mais de 360 mil desempregados apoiados por qualquer tipo de subsídio, o valor mais elevado em pelo menos três anos e que evidencia um aumento homólogo de 38%.

Mas, enquanto os beneficiários do subsídio de desemprego aumentaram 35%, os que recebem o subsídio social cresceram 46%, para mais de 118 mil pessoas.

Entre as duas prestações há diferenças significativas. O subsídio de desemprego é atribuído na sequência de um período mais lato de descontos e calculado com base nos últimos salários, garantindo, por essa razão, uma prestação média de 525 euros por mês.

Já o subsídio social de desemprego é uma prestação assistencialista, atribuída apenas a pessoas de menores rendimentos que não cumpriram as condições de acesso ao subsídio dito normal. O apoio é, neste caso, substancialmente mais baixo, com um valor médio que oscila entre os 326 euros (prestação inicial) e os 343 euros (quando atribuído na sequência de outra prestação).

Esta evolução é coerente com a política seguida ao longo do ano passado. Num ano de extraordinário aumento do desemprego, o Governo optou por concentrar o reforço da protecção social no subsídio social de desemprego. Primeiro, garantindo a sua extensão por mais seis meses. Depois, elevando o limiar de rendimento que é considerado, de forma a que famílias com um rendimento por pessoa de até 461 euros pudessem aceder ao apoio.

Ao longo do ano foram atribuídas mais de 273 mil novas prestações de desemprego, um aumento de 37% que contrasta com a queda verificada em Dezembro.

A atribuição de novos subsídios não evitou que o número absoluto de desempregados sem subsídio continuasse a crescer. Em Dezembro havia 165 mil desempregados sem qualquer prestação de apoio, um número que representa um acréscimo de 6% no espaço de um ano, mas que é ainda assim inferior ao que se registou noutros meses. O subsídio cobre agora 69% do total de desempregados (ver gráficos).

As últimas decisões do Governo não convenceram os portugueses, que em Junho de 2009 avaliaram de forma muito negativa o sistema de subsídios de desemprego. Sete em cada dez portugueses (72%) consideram que é mau, percentagem apenas superada pela Grécia (85%). A nota média atribuída pelos portugueses é a sexta pior em 27 países da União Europeia, revela o Eurobarómetro ontem divulgado pela Comissão Europeia.

Fonte: Catarina Almeida Pereira/DN

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Publicada por Bruno Luis Rodrigues em REAPN Bragança a 2/03/2010 03:49:00 PM

36% dos portugueses consideram relações laborais más


Maioria dos trabalhadores diz que igualdade de oportunidades e salários são os temas mais preocupantes

O estado das relações laborais no País é considerado mau por 36,5% dos portugueses, sendo que a maioria dos trabalhadores coloca em primeiro lugar a preocupação com a igualdade de oportunidades no local de trabalho e só depois o sistema de carreiras e salários. As conclusões, algo surpreendentes, constam do primeiro estudo realizado sobre o "Estado das Relações Laborais em Portugal", a que o DN teve acesso, encomendado pelo Observatório Português de Boas Práticas Laborais e coordenado por Paulo Pereira de Almeida, do Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE).

A percepção que os trabalhadores têm das relações laborais em termos nacionais é mais negativa do que a avaliação que fazem da situação nas empresas em que trabalham, visto que, neste caso, cerca de 40% classificam-na como positiva (ver quadros). Em todo o caso - e porque há sempre várias maneiras de ler os números - uma significativa percentagem dos inquiridos adopta uma resposta neutra, o que faz com que só 22% dos portugueses estejam satisfeitos nesta matéria, a nível nacional.

A neutralidade de quase 34% dos 1714 inquiridos sobre uma matéria que diz respeito ao quotidiano de todos os trabalhadores é interpretada pelo coordenador do estudo como "reveladora de uma certa apatia". Segundo o sociólogo do Trabalho Paulo Pereira de Almeida, "os dados parecem revelar algum desconhecimento e apatia sobre os fenómenos laborais, o que remete para necessidade de uma intervenção sindical mais activa, através, por exemplo dos 'animadores' sindicais". Dos inquiridos, 60% não são sindicalizados.

Questionados sobre os três aspectos mais importantes, os portugueses apontaram em primeiro lugar a igualdade de oportunidades entre trabalhadores como o tema que mais os preocupa, que reuniu 16% do consenso. Seguem--se, por ordem, as carreiras e remunerações, o diálogo com as hierarquias, a saúde e segurança no trabalho e o horário de trabalho.

O estudo, que é hoje apresentado, será o primeiro de vários que o Observatório pretende realizar, para reflectir sobre a importância das relações laborais e do sindicalismo para a evolução das empresas, da economia e da sociedade. Aquele organismo é apoiado pela União dos Sindicatos Independentes, que, segundo outro estudo por si encomendado, conclui que um quinto dos portugueses quer sindicatos mais prestadores de serviço e independentes dos partidos políticos.

Fonte: Carla Aguiar/DN

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Publicada por Bruno Luis Rodrigues em REAPN Bragança a 2/03/2010 03:50:00 PM