Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

Jovens abandonam escola em média aos 19 anos


Dois terços dos jovens entre os 15 e 34 anos tinham, no segundo trimestre de 2009, completado um nível de escolaridade e não estavam a estudar, tendo em média abandonado a escola aos 19 anos.

Segundo um estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a entrada dos jovens no mercado de trabalho, hoje divulgado, 65,7 por cento dos inquiridos tinham completado um nível de escolaridade e já não estavam a estudar no momento da entrevista.

Os que completaram a escolaridade até ao 3º ciclo saíram da escola em média aos 16 anos, os que tinham escolaridade de nível secundário/pós secundário possuíam 20 anos, enquanto os de escolaridade superior tinham 24 anos.

Segundo o INE, em média os jovens saem da escola aos 19 anos, o que "constitui um indicador do momento em que se efectua a sua transição da escola para o mercado de trabalho".

Numa análise às diferentes modalidades de ensino, constatou-se que "os indivíduos que efectuaram cursos de carácter geral saíram da escola mais cedo do que os que realizaram cursos de carácter vocacional, respectivamente, aos 17 e 20 anos".

Já o retrato territorial da idade média de saída da escola evidencia que somente Lisboa apresenta um valor acima da média nacional (20 anos). O Norte (18 anos), a Madeira (18 anos) e os Açores (17 anos) apresentam neste indicador valores abaixo da média.

Numa avaliação do processo de transição para o mercado de trabalho, nomeadamente da experiência profissional durante a frequência da escola, o INE conclui que cerca de um quinto (20,6 por cento) dos indivíduos entre os 15 e 34 anos teve um trabalho com duração igual ou superior a um mês enquanto estudava.

Os inquiridos que frequentavam cursos de carácter vocacional (mais orientados para o mercado de trabalho) referiram, numa maior proporção face aos que seguiram cursos gerais, terem alguma experiência profissional aquando da frequência escolar, respectivamente 26,1 e 17 por cento.

Quanto ao primeiro trabalho após a saída da escola, 92,7 por cento dos indivíduos que completaram algum nível de escolaridade afirmaram ter tido uma ocupação com duração superior a três meses, sendo que para 43,1 por cento esse primeiro trabalho é o actual.

As ocupações mais referidas como primeiro emprego são sobretudo de nível intermédio (pessoal dos serviços e vendedores, operários, artífices, pessoal administrativo e trabalhadores não qualificados), sendo que apenas 10,7 por cento dos inquiridos apontou profissões intelectuais e científicas.

A quase totalidade (93,2 por cento) dos empregados nesse primeiro trabalho após a saída da escola era trabalhadora por conta de outrem e, destes, metade tinha um contrato de trabalho sem termo e 94,4 por cento trabalhava a tempo completo.

Da análise do padrão etário, o instituto conclui que "o tempo que os indivíduos demoram a encontrar o seu primeiro trabalho após a saída da escola aumenta com a idade", o que "evidencia que a frequência de programas escolares orientados para o mercado de trabalho parece permitir um mais rápido acesso a um emprego".

Fonte e Imagem: Lusa/Publico

Terça-feira, 27 de Abril de 2010

II Dia da Educação Social - ESE de Paula Frassinetti


A Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti, Porto, tem o prazer de o (a) convidar a participar no II Dia da Educação Social a realizar em 26 de Maio de 2010.

Com uma experiência de 13 anos de formação neste domínio, iniciada com a Licenciatura em Educação Social e aprofundada no Mestrado em Intervenção Comunitária -, o Departamento de Formação em Educação Social reunirá, numa tarde, os alunos de escolas secundárias e de cursos de formação profissional no âmbito da intervenção sócio-educativa.

Este ano, a ESEPF junta-se às comemorações do Ano Internacional de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social, apresentando no seu programa actividades de atenção à diferença, de discussão e debate sobre questões de exclusão social na cidade do Porto e experiências de alunos das escolas e centros de formação e dos alunos de Educação Social.

A entrada é livre, carecendo apenas de Inscrição on-line.

Programa
14H15 – Acolhimento
14H30 – Abertura
15H00 – Visualização / Documentário "Esquecidos"
16H30 – Exposições
16H50 – Coffebreak
17H10 – Apresentação de posters
17H30 – Actividades Artisticas / Animação

Fonte e Imagem: Escola

Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

Junta Castilla y León aprueba hoy 425 euros para personas en riesgo de exclusión social


Los perceptores de la Renta Garantizada de Ciudadanía deben residir en la comunidad, tener entre 25 y 64 años y acreditar su situación económica.
La Junta de Castilla y León aprobará hoy en la reunión ordinaria del Consejo de Gobierno el anteproyecto de ley que regulará la denominada Renta Garantizada de Ciudadanía, dotado con unos 425 euros mensuales, que percibirán personas que se encuentren en situación de «exclusión social».

Los beneficiarios de este derecho subjetivo que tiene su origen en la reciente reforma del Estatuto de Autonomía, que preveía su puesta en marcha, deberán cumplir como requisitos básicos ser ciudadanos de Castilla y León de entre 25 y 64 años, aunque también podrán ejercer este derecho los extranjeros refugiados o con solicitud de asilo en trámite y las mujeres víctimas de violencia de género que por este motivo se hayan trasladado a la comunidad desde otra autonomía de España.
Esta renta tiene la consideración de «familiar», por lo que figurarán como beneficiarios tanto el titular como los restantes miembros de la unidad familiar o de convivencia, según explicó la Junta.
La estimación de 425 euros se ha calculado porque el anteproyecto fija la cuantía en el 80% del Indicador Público de Renta de Efectos Múltiples (Iprem) vigente en cada ejercicio económico, que asciende a 532 euros en el presente 2010.
Sin embargo, el anteproyecto prevé que a esta cuantía básica hay que añadir un complemento por cada miembro de la unidad familiar o de convivencia dependiente del titular de la prestación, que equivaldrá al 25% de la cuantía básica por el primer miembro, 15% por el segundo y 10% por el tercero y siguientes.
Según la información de la Junta, el contenido del anteproyecto es «fruto del consenso», ya que fue acordado el pasado 28 de diciembre de 2009 en el Consejo del Diálogo Social.
El texto se refiere a esta renta como «la última red de protección» para las personas que se encuentran en «exclusión social», con el objetivo de proporcionar los medios y apoyos necesarios para cubrir las necesidades básicas de subsistencia y promover la integración de las personas que se encuentran en esta situación.
Esta normativa extiende el concepto de exclusión social, sin referirse a «procesos individuales de marginación» a todas aquellas personas que de forma objetiva tengan «ausencia o insuficiencia de recursos y medios económicos necesarios para el desarrollo de un proyecto de vida normalizado». No obstante, el texto distingue entre situaciones de exclusión social estructurales -”exclusión crónica-” y coyunturales -”causadas por la pérdida temporal de ingresos. Para superar esa situación de exclusión, el anteproyecto prevé el diseño de un «proyecto individualizado de inserción» para alcanzar la integración social, y que incluye las obligaciones y compromisos que han de ser suscritos por el solicitante.
Noticia: Diario de León, 22 de abril de 2010.
Publicado por saeduso en 16:59 http://miradasocialbierzo.blogspot.com/2010/04/la-junta-castilla-y-leon-aprueba-hoy.html

«Os erros da mãe e do pai»


Descrição: O biberão, a banheira, o automóvel, os trabalhos de casa e a escola, a playstation, o computador, os acidentes domésticos, os mimos e as repreensões, a oração e a fé… São muitos os momentos em que os pais correm o risco de ficar bloqueados, na primeira fase de crescimento dos seus filhos.
Neste livro precioso, os autores analisam mais de 130 erros a evitar para nos tornarmos «Pais DOUTORADOS». Trata-se de um pequeno manual, com ilustrações divertidas, quase como um guia escolar para a «licenciatura em primogenitura», com base em conselhos de médicos e de pediatras e nas observações correctivas dos próprios filhos.
Este livro poderá certamente ajudar os pais a avançar com maior perícia, na maravilhosa e difícil missão de serem «pais» e «mães» da nossa época.

Sábado, 24 de Abril de 2010

Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

Castigos corporais. Reguadas fazem bons alunos


A reguada regressou às escolas do Texas a pedido dos pais. Em Portugal as memórias são demasiado frescas para se defender o mesmo.

Não se passou assim tanto tempo que a palmatória tenha caído no esquecimento colectivo. A professora fria, austera e de régua na mão ainda assombra os pesadelos de muita gente crescida. E está de volta. Não aqui, em Portugal, onde a prática foi proibida em 1993, mas numa cidade de 60 mil habitantes do Texas nos Estados Unidos. Nas 14 escolas públicas de Temple, foram os próprios pais a pedir o regresso da reguada para disciplinar os filhos mais rebeldes. O conselho escolar da cidade votou e aprovou por unanimidade o castigo em Maio do ano passado, que só é aplicado pelo director e em casos considerados graves. Três reguadas na palma da mão é a pena máxima para os que agridem os professores e funcionários, para os que roubam os colegas, para os que são apanhados a assaltar a escola, ou que sejam acusados de bullying.

O castigo, instituído há quase um ano, só foi aplicado uma vez. Bastou para "reduzir drasticamente a violência escolar", explicou ao jornal "Washington Post" Steve Wright, o director do conselho escolar de Temple. O efeito preventivo da palmatória terá sido suficiente para assustar os alunos agressivos e todos estarão satisfeitos: pais, professores e alunos.

Em Portugal não seria bem assim. Só a ideia causa arrepios a uma boa parte dos pais e dos professores do ensino básico e secundário. Não só porque a pedagogia do medo já não tem muito sucesso entre os educadores portugueses, mas principalmente porque a maioria dos adultos ainda se lembra de quando era miúdo e teve de estender a mão à palmatória. A experiência pessoal conta muito para rejeitar a medida adoptada nas escolas do Texas.

Rosário Varela, professora de Português da Escola Secundária Luís Freitas Branco, em Oeiras, guardou um ódio de estimação tão profundo à sua professora primária que até se recusou a comparecer à homenagem que lhe prestaram há uns anos. Maria José Novo, professora do 1.o ciclo na Amadora também se recorda do medo que tinha de errar nas contas de matemática por causa das palmatórias. Fernanda Ramos, presidente da Associação de Pais da Secundária da Ramada (Odivelas), nem se lembra mais porque apanhou "tantas reguadas" na escola. Perante um passado tão tenebroso seria improvável que quisessem copiar a experiência americana.

O que defendem são doses elevadas de diálogo e também muita criatividade para despertar nos alunos o gosto de aprender. É o que dizem todos, sem excepção, mas também confessam que só isso não resolve nada. É a partir deste ponto que começam as queixas. Professores acusam os pais de se demitirem da educação dos seus filhos. Pais criticam os professores por não estarem preparados para lidar com a indisciplina na escola, apesar de admitirem que, em regra, há cada vez mais encarregados de educação "divorciados" da escola, diz Paula Chuço, da associação de pais Agrupamento Vertical de Mora. Só que isso não serve como única justificação: "As crianças são por natureza irrequietas e não basta querer para ser professor." É preciso formação específica, vocação e até o carisma conta para conseguir disciplinar uma turma, defende Paula Chuço. E esforço da parte das famílias, acrescenta Fernanda Ramos, da associação de pais da Secundária da Ramada: "Reconheço, enquanto mãe, um desinteresse dos pais perante a vida escolar dos filhos. Basta ver a adesão quase inexistente deles nas reuniões convocadas pela associação ou pelos professores. Mas também sei que uma mesma turma pode ser indisciplinada com um professor e bem comportada com outro, logo há que procurar saber os motivos dessa diferença."

Que a escola em regra se tornou num "depósito" para os pais com "carreiras exigentes" deixarem os filhos é ponto assente para a professora de Português Rosário Varela Pinto. Que, em muitos casos, são os pais a precisar de "umas boas reguadas" por serem tão "displicentes" é outra "verdade" para Mário Octávio Oliveira, professor de Electrónica da Secundária Luís Freitas Branco. Mas ambos reconhecem que a escola é incapaz de disciplinar os alunos. "As medidas sancionatórias não têm qualquer efeito dissuasor sobre os adolescentes", conta Rosário Pinto. Nem sequer consequências sérias: "A partir do momento que, por exemplo, uma suspensão de um aluno não conta como falta para acumular e para reprovar de ano, que efeito é que uma sansão destas pode ter?"

Fonte e Imagem: Kátia Catulo, Publicado em 21 de Abril de 2010 no jornal i

Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Portas diz que é possível poupar até 120 milhões de euros no Rendimento Social de Inserção


Numa conferência de imprensa na sede do partido, o líder do CDS-PP defendeu uma revisão do RSI, salientando que esta prestação é uma «ajuda transitória para necessidades objectivas», e propôs, por exemplo, o fim da renovação automática e a cessação para condenados a penas superiores a três anos.

«Não é boa ideia, numa prestação social, que esta ajuda transitória que o Estado dá, se dá uma vez e depois se renova automaticamente (…) isto é uma ajuda para que as pessoas possam alterar as suas circunstâncias de vida, não pode passar a ser o financiamento de um certo modo de vida», argumentou Portas.

O líder centrista defendeu que os beneficiários do RSI devem ter de apresentar «meios de prova» aquando da sua renovação e, como «medida preventiva», que a partir da terceira renovação só o director distrital da Segurança Social possa autorizar a atribuição.

Como medida «excecional» Paulo Portas propôs que, até 2013, também apenas o director distrital possa «permitir novas entradas».

«Queremos uma auditoria global ao RSI, que deve ser feita pelo Tribunal de Contas, pela Inspecção Geral de Segurança Social e pela Inspecção Geral de Finanças, é essa auditoria que permite separar o trigo do joio, permite separar o que são necessidades de carência, onde o apoio é justo, do que é abuso e fraude», advogou, estimando que possam «ser poupados entre 80 a 120 milhões de euros».

Para Portas, 60 por cento do valor captado deve ser aplicado «para melhorar pensões rurais, sociais e mínimas» e os restantes 40 por cento na consolidação orçamental.

Neste contexto, Portas notou que se a «execução orçamental deste ano» do RSI continuar ao mesmo ritmo, «o tecto que o Governo definiu vai chegar aos 560 milhões de euros em vez de serem os 490 milhões» previstos.

O líder do CDS-PP disse ainda que os «adultos [que recebam RSI] com capacidade activa devem fazer trabalho socialmente necessário» e que, como tal, é preciso «efectivar o direito de dever».

«O princípio já está na lei mas ninguém fiscaliza», disse, acrescentando que os beneficiários devem ter uma atitude de «lealdade» perante a sociedade ao estarem inscritos nos Centros de Emprego, serem activos na procura de emprego, aceitarem propostas e estarem presentes quando são convocados.

Salientando que muitas Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS) têm esta posição, Portas propôs que «até metade do RSI possa ser dado em bens específicos» ao nível da habitação, saúde e alimentação.

«Facilita a fiscalização», afirmou, sustentando com a proximidade das IPSS com os beneficiários.

Para isto, Portas defendeu que o Estado deve «contratualizar com as IPSS competências de fiscalização» e também competências ao nível da alimentação e saúde.

Paulo Portas referiu que os bens devem passar a ser tidos em conta a 100 por cento (em vez de 5 por cento) na atribuição do RSI, referindo que existem beneficiários que alegam «não ter salário fixo» mas com «uma boa conta bancária e bons bens imóveis».

«O RSI começou por ser uma prestação que partia de uma ideia generosa», afirmou, assinalando que no início da sua aplicação estavam orçamentados cerca de 200 milhões de euros e que actualmente esse valor ultrapassa os 500 milhões de euros.

Fonte e Imagem: Sol / Lusa

Sábado, 17 de Abril de 2010

Iniciativa solidária de alunos de Educação Social em destaque em Cabo Verde


Pedro Viterbo, Marta Miranda, Beni Teodoro e Otília Dias são os quatro estudantes finalistas que estão a coordenar esta edição do Projecto Djunta Mom. (…)Os objectivos desta iniciativa visam dar continuidade a um projecto que está a ser executado em todo o território nacional; divulgar o interesse pela ajuda humanitária perante causas sociais, provindas de outro continente; angariar material escolar para que as crianças possam ter um futuro melhor; educar e sensibilizar a comunidade local (UPT) para o interesse pela solidariedade; motivar os alunos de mobilidade a rever um pouco a sua cultura e o seu povo, ajudando-o a elevar o espírito de Educação Social.
As tarefas foram iniciadas em Março e esta semana o grupo arranca com a segunda fase do projecto, iniciando contactos e traçando o cronograma de acções para a arrecadação dos materiais para além de uma pesquisa junto a comunidade cabo-verdiana na Universidade Portucalense. Serão feitos contactos com entidades sensíveis à causa, fábricas de materiais, escolas e haverá postos fixados em estabelecimentos comerciais como supermercados. (…)
Na semana de recolha de material, que será realizada na Semana de Educação Social (terceira semana do mês de Maio), será feito na terça, quarta e quinta-feira um prato típico de Cabo Verde.

Leia a totalidade da notícia no Jornal Expresso das Ilhas:
http://www.expressodasilhas.sapo.cv/pt/noticias/detail/id/16323

Fonte: Universidade Portucalense

Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

ESE Paula Frassinetti divulga números sobre empregabilidade


Empregabilidade dos licenciados da ESEPF em 2009
Curso de Educação Social – Dados de Fevereiro 2010

No ano de 2009, duas turmas terminaram o 1º ciclo de formação em Educação Social: a primeira, em Fevereiro de 2009, em plano de transição do Processo de Bolonha; a 2ª, em Junho de 2009. Neste ano, no conjunto das duas turmas (tendo havido uma retenção de uma aluna que não terminou), licenciaram-se 48 alunos. Destes 48 alunos, 34 encontram-se empregados e 14 desempregados. Na área de formação específica da Educação Social, encontram-se a trabalhar 70% dos diplomados, estando os restantes a trabalhar em áreas diferentes da Educação Social (30%).

Fonte: http://www.esepf.pt/a_nots/empregabilidade.html

Estudo sobre as medidas de intervenção social nos maus tratos ao idoso


TÍTULO - Estudo sobre as medidas de intervenção social nos maus tratos ao idoso

AUTOR - Jose Carreira
TEMPO DE LEITURA - 8 horas
Categoria: Ciências sociais
Subcategoria: Sociologia
Páginas do livro: 147
Tamanho: 216x279

Sinopse: «Num contexto de globalização e de desenraizamento cultural e afectivo a população idosa, que representa uma faixa populacional em crescimento nos países desenvolvidos, tem apresentado carências múltiplas ocasionadas pelo abandono e pelos maus-tratos em ambientes hostis, que acompanharam o êxodo das populações do interior para as grandes cidades. Perdidas as referências e o poder simbólico de quem mantinha a casa com o seu salário, o velho de hoje, tido como sobrante, soma à sua solidão os maus-tratos numa qualidade de vida que se perde e não se recupera.»

Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

Viva o SOL!


Adepto do «SOL» desde a sua 1.ª edição, aderi à sua comunidade virtual. A partir de agora, poderá seguir-me neste endereço ou em http://sol.sapo.pt/blogs/educadorsocial/default.aspx

Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

O Mediador Socio-Cultural em Contexto Escolar - Contributos para a compreensão da sua função social


de Vitor Manuel de Almeida
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 95
Editor: Edições Pedago
ISBN: 9789728980849
Colecção: Educação e Formação

Sinopse
Com a criação de sistemas escolares de acesso universal, obrigatório e gratuito, por períodos de tempo cada vez mais longos, a escola passou a viver a crescente heterogeneidade de públicos como uma patologia para a qual seria possível encontrar remédios sem colocar em causa a clássica "gramática organizacional" que marca a escola da modernidade. As exigências de assegurar um ensino "simultâneo", baseado na compartimentação disciplinar, dirigido a turmas em que o referencial é o aluno "médio", traduzem-se por uma uniformidade interna e por modalidades de divisão e de exercício do trabalho, por parte dos professores, que desarmam a instituição escolar perante a diversidade de públicos, situando-se muitos deles longe da cultura escolar. Estas dificuldades em estabelecer uma "comunicação" fecunda e funcional entre a escola, os seus alunos e as suas comunidades de pertença (familiar ou étnica) foram substancialmente agravadas com a transformação de uma escola de elites numa escola para todos, resultante de medidas de política educativa, de fluxos migratórios, de processos de concentração de problemas sociais em territórios específicos. Este conjunto de factores, externos e internos à escola, contribui para alimentar e agravar processos de dualização social e de segregação escolar que estão no cerne daquilo que, em termos comuns, se tem vindo a designar por "exclusão". É neste contexto que emerge a figura do mediador sócio-cultural.
O Mediador Socio-Cultural em Contexto de Vitor Manuel de Almeida

Terça-feira, 13 de Abril de 2010

O Envelhecimento Perturbado - A doença de Alzheimer


de Margot Pheneuf
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 440
Editor: Lusodidacta
ISBN: 9789898075277

Sinopse
Nesta nova edição, a autora preconiza uma abordagem humanista do envelhecimento. A obra apoia-se, portanto, na filosofia humanista e na abordagem da humanitude.

Além de actualizações importantes em todos os capítulos, caixas explicativas, quadros para facilitar a compreensão e numerosos exercícios, encontra também na obra dois novos capítulos. Um deles, explica o funcionamento da memória e os estragos da doença de Alzheimer. O outro, expõe em pormenor as intervenções a implementar para ajudar os doentes no domicílio, fornecer-lhes cuidados adequados e apoiar as famílias.

A doença de Alzheimer, difundida nas nossas sociedades ocidentais, é objecto de numerosas preocupações. Esta obra, que alia ao mesmo tempo elementos teóricos e propostas de intervenções para a equipa cuidadora, ajudará também as famílias que vivem com uma pessoa atingida por esta doença. Por outro lado, permite compreender melhor a evolução e o tratamento da doença de Alzeimer e das outras demências, assim como as hipóteses etiológicas e a abordagem farmacológica, que se lhes reportam.

A obra permite ainda conhecer as necessidades das pessoas que sofrem desta doença a fim de as ajudar a conservar um estado de saúde físico que favoreça a conservação optimizada das suas capacidades funcionais.

As múltiplas intervenções que são propostas para o suporte e as estimulação cognitiva destes doentes, do mesmo modo que as diversas abordagens para facilitar os cuidados, constituem ferramentas preciosas.

Enfim, esta obra aborda assuntos delicados, tais como os modos particulares de comunicação com as pessoas doentes, o fenómeno da violência, o respeito ético que lhes é devido, igualmente as difíceis etapas do alojamento em estabelecimentos de cuidados e dos últimos momentos da vida.
O Envelhecimento Perturbado - A doença de Alzheimer de Margot Pheneuf

Acidente Vascular Cerebral - Itinerários Clínicos


de Direcção-Geral da Saúde
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 176
Editor: Lidel
ISBN: 9789727576616

Sinopse
É por demais conhecida a importância da Doença Vascular Cerebral como sendo a primeira causa de morte em Portugal. Nesse sentido, entendeu a Direcção-Geral da Saúde elaborar um manual em que se sistematizassem os passos a seguir (“itinerário”) desde a suspeita de AVC, passando pelo tratamento agudo, até ao encaminhamento após a alta hospitalar. Surgiu assim esta obra, em que se estabelecem percursos a seguir no diagnóstico e tratamento do AVC, aqui designados por “Itinerários Clínicos”. Trata-se de vias a seguir, focando os pontos fundamentais que são, por assim dizer, obrigatórios passar no tratamento destes doentes. Estamos certos de que este livro servirá de orientação a todos os profissionais envolvidos na prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e reinserção social dos doentes com AVC, nas suas diversas fases.

Compreender a Osteoporose


de Juliet Compston
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 120
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-35112-8
Colecção: GUIA DE SAÚDE
Idioma: Português

Sinopse
A osteoporose significa porosidade ou enfraquecimento dos ossos. Debilidade, fracturas, costas curvadas e diminuição da altura são frequentemente associados ao processo de envelhecimento. Na verdade, estes são sintomas de uma doença, a osteoporose, que pode ser prevenida se forem tomadas as necessárias medidas em etapas anteriores da vida.
Se não for alvo de tratamento adequado, a osteoporose assume-se como uma das principais causas do sofrimento, incapacidade e morte da população idosa.
Com este Guia ficará a conhecer quais os mecanismos que levam ao surgimento da osteoporose e a identificar os principais sintomas e sinais associados. Poderá também conhecer algumas medidas gerais de prevenção e de auto-ajuda, bem como as principais formas de tratamento desta doença.
Para lhe fornecer informações adicionais, o livro finda com uma lista de contactos úteis a que poderá recorrer para lidar com este problema e obter outros esclarecimentos que considere necessários.


Eu dou grande valor, assim como os doentes, à informação fiável e de qualidade. Os Guias de Saúde cumprem esse requisito e são de leitura obrigatória!
Dr. David Colin-Thome, director clínico de Cuidados Primários do Ministério da Saúde britânico

Tabagismo - do diagnóstico ao tratamento


Tabagismo
Do Diagnóstico ao Tratamento
de Eduarda Pestana
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 328
Editor: Lidel
ISBN: 9789727575213

Sinopse
O tabagismo constitui uma verdadeira epidemia e um grave problema de saúde pública mundial. A OMS estima que existem cerca de 1.300 milhões de fumadores no Mundo, representando um terço da população mundial com mais de 15 anos. Mais de 900 milhões vivem nos países em desenvolvimento. A percentagem global dos fumadores é de 29% (47% dos homens e 10% das mulheres são fumadores). O tabaco é a segunda maior causa de morte no mundo. Cerca de 5 milhões de pessoas perdem a vida anualmente devido a doenças relacionadas com o tabaco e, se os actuais padrões de consumo se mantiverem, a OMS calcula que esse número se aproximará dos 10 milhões no ano 2030. Actualmente é responsável pela morte de um em cada dez adultos. Os efeitos do fumo do tabaco na saúde das pessoas estão bem estudados e praticamente todos os órgãos do corpo são afectados. Também os efeitos prejudiciais do tabagismo passivo nos não-fumadores estão cientificamente comprovados e são particularmente graves nas crianças. A nível económico, os custos que esta epidemia acarreta são devastadores e vão muito além das consequências para a saúde. O tabaco tem também custos no orçamento familiar e social e constitui uma ameaça ao desenvolvimento sustentável e equitativo. A cessação tabágica é uma das estratégias mais importantes, pois reduz substancialmente a morbilidade e a mortalidade relacionadas com as doenças associadas ao tabagismo. Na luta contra o tabagismo, são necessários os esforços de todos: profissionais de saúde, individualmente e através das suas organizações profissionais, autoridades governamentais e organismos e estruturas não governamentais.

Compreender a Tensão Arterial


Compreender a Tensão Arterial
de D. G. Beevers
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 160
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-35111-1
Colecção: GUIA DE SAÚDE
Idioma: Português

Sinopse
Se tem mais de 30 anos e não se recorda de quando mediu a pressão arterial pela última vez, poderá ser uma das centenas de milhar de pessoas em Portugal que sofrem de tensões altas. Esta condição, normalmente descrita pelos médicos como ¿hipertensão¿, poderá não ter quaisquer sintomas associados durante vários anos, mas existe a forte possibilidade de que venham a estar na base de várias complicações, como problemas do coração e enfartes.
Este livro ajudá-lo-á a compreender melhor o que é a hipertensão e saber quais as suas principais causas, bem como tomar conhecimento dos principais métodos de tratamento (farmacológico e não-farmacológico) actualmente utilizados.
Para lhe fornecer informações adicionais, o livro finda com uma lista de contactos úteis a que poderá recorrer para lidar com este problema e obter outros esclarecimentos que considere necessários.


Eu dou grande valor, assim como os doentes, à informação fiável e de qualidade. Os Guias de Saúde cumprem esse requisito e são de leitura obrigatória!
Dr. David Colin-Thome, director clínico de Cuidados Primários do Ministério da Saúde britânico

Segunda-feira, 12 de Abril de 2010

‘As famílias vão ficar com menos para viver’

A Confederação das Associações de Pais (CONFAP) vai enviar ao Parlamento simulações do impacto que a redução das deduções fiscais em Educação vai ter no rendimento das famílias, que «vão ficar com menos para viver».
«Estamos a pedir simulações a alguns fiscalistas, que na próxima semana vamos enviar aos grupos parlamentares para mostrar que as famílias vão ficar com menos para viver», disse hoje o presidente da CONFAP.
Albino Almeida realçou que a redução das deduções fiscais em Educação, uma medida incluída no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), «vai levar a uma diminuição do rendimento das famílias e pôr em causa a continuidade da manutenção dos seus filhos no sistema educativo com a qualidade que devem estar». «Na prática trata-se de um imposto indirecto que incide sobre as famílias», considerou, realçando que «são as famílias com mais do que um filho que mais preocupam».
Albino Almeida adiantou que a CONFAP já alertou o Ministério da Educação para o facto de que «a Educação é um investimento e não uma despesa».
«Pedimos ao Ministério da Educação que fosse porta-voz da nossa enorme preocupação junto ao Governo», disse, dando conta que esta medida vai afectar «um grupo grande de famílias da classe média». «Há hoje uma classe média com rendimentos que, muitas vezes, por cêntimos não permite receber qualquer tipo de apoio da Acção Social Escolar e isso tem reflexo no pagamento das despesas com os manuais, o transporte e a alimentação dos filhos e, agora, indirectamente vão ser penalizadas», sublinhou.
O presidente da CONFAP realçou que «até o Banco de Portugal já veio dizer que esta medida devia ser bem pensada», o que, acrescentou, acredita que venha a acontecer.
Lusa / SOL

Misericórdia do Porto

in Página 1

Quinta-feira, 8 de Abril de 2010

Vigilância electrónica melhora protecção de vítimas de violência doméstica


O Conselho de Ministros de 8 de Abril aprovou uma Proposta de Lei que regula a utilização da vigilância electrónica para fiscalização do cumprimento de medidas de coacção e de penas de prisão efectiva em regime de permanência na habitação; de cumprimento da liberdade condicional na sequência da modificação da execução da pena de prisão; e de aplicação das medidas e penas previstas em sede de protecção da vítima de violência doméstica.

A vigilância electrónica (vulgo, pulseira electrónica) já é utilizada para a fiscalização da obrigação de permanência na habitação, sendo agora alargada a novas situações. Em 2009 foi aplicada em 497 casos de prisão preventiva no domicílio, 189 casos de prisão efectiva no domicílio e 57 casos de adaptação à liberdade. O diploma pretende prevenir melhor futuras situações de criminalidade, promover novas oportunidades de ressocialização e garantir os mecanismos mais adequados à execução das penas.

Fonte: Portal do Governo

Jornais de hoje destacam lares de infância e juventude

Portugal tem 9563 crianças e jovens em instituições de acolhimento,das quais mais de duas mil foram acolhidas em 2009, segundo o último relatório da Segurança Social.
O número total de crianças e jovens acolhidos em instituições reduziu ligeiramente
em relação ao ano anterior, com menos 393 crianças e jovens, o que representa uma diminuição de 4 por cento.
O Plano de Intervenção Imediata identificou 12 579 crianças e jovens em risco
e, destas, 9563 estão efectivamente em regime de acolhimento em Lares de Infância
e Juventude (6395), Centros de Acolhimento Temporário (2105) e famílias de acolhimento (658 crianças).
Tal como verificado nos anos anteriores, são os distritos do Porto, de Lisboa e
de Braga que registam o número mais elevado de crianças e jovens acolhidos(1801, 1266 e 756, respectivamente), por contraponto aos distritos de Beja e Portalegre,
onde se verifica que os números absolutos de crianças e jovens em acolhimento
são mais reduzidos(108 e 103 crianças e jovens, respectivamente). Fonte: Global Noticias

"Os pais com pretensões muito restritas à adopção podem esperar um, dois anos, ou 20 anos. Pode até nunca aparecer a criança ideal." O problema da adopção, garante a secretária de Estado adjunta e da Reabilitação, Idália Menezes, não é apenas a burocracia. São os pais. E os filtros que impõem antes de adoptarem um filho.

Segundo os últimos dados disponíveis, havia em Fevereiro 574 crianças à espera de serem adoptadas e 2493 pais à espera de adoptarem. Os números parecem paradoxais mas explicam-se facilmente: a grande maioria dos pais prefere um filho branco (80%), até aos três anos de idade (93%) e sem problemas de saúde. E são esses três filtros que deixam de fora a grande maioria das crianças: as que têm mais de três anos, as de outras etnias, com deficiência e as que têm irmãos.

Segundo o relatório anual sobre os projectos de vida dos jovens em instituições de acolhimento do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, entregue ontem na Assembleia da República, 10,5% dos 9563 crianças e jovens acolhidos em 2009 estavam em vias de ser adoptados. Já em Fevereiro de 2010, avançou Idália Menezes Moniz, havia 2776 crianças e jovens até aos 15 anos registadas nas listas nacionais de adopção, a grande maioria com o processo em marcha.

Pais e filhos: incompatíveis Os desejos de quem adopta são, na maioria dos casos, incompatíveis. Entre os 12 e os 15 anos só há 32 candidatos para mais de 800 crianças. Também só há cinco candidatos para 122 crianças com deficiência, 170 pais para 406 crianças com problemas de saúde ligeiros. O filtro por crianças brancas também afasta a maioria dos candidatos, 80% (1994) não quer crianças de outras etnias, embora os dados do Instituto de Segurança Social, a que o i teve acesso, não discriminem quantas crianças nas listas nacionais de adopção têm este perfil. Idália Menezes Moniz adianta que é uma vontade legítima dos candidatos, não havendo nenhuma proposta para alteração das regras de adopção. Ainda assim, segundo a responsável, estes filtros acabam por transmitir uma mensagem deturpada da adopção em Portugal.

Nos últimos meses, a secretaria tem procurado no sistema todas as pessoas que aparecem em notícias que dizem estar à espera há anos de uma adopção e, geralmente, são aquelas que impõem maiores restrições quanto às crianças a adoptar, atesta Idália Menezes Moniz. "Neste momento, nas crianças com as características mais procuradas há 60 dias de espera desde a definição do projecto e a adopção é decretada no espaço de nove meses."

Ontem o MTSS fez um "balanço positivo" das crianças e jovens em instituições de acolhimento. No ano passado houve uma taxa de desinstitucionalização de 21,4%, e saíram mais jovens do que entraram. Desde 2004 o número de crianças e jovens acolhidos caiu 34%, o que também está por detrás da qualificação das instituições, tanto ao nível dos edifícios como dos técnicos e programas. A secretária de Estado admite que esta reestruturação possa levar à quebra do vínculo com o Estado de algumas instituições que não queiram ou não estejam aptas para os programas de acolhimento que além da adopção trabalham ainda a autonomização (26% dos jovens) e a reintegração na família nuclear (24% das crianças e jovens).

O perfil das crianças e jovens acolhidos também tem vindo alterar-se: hoje a maioria tem mais de 12 anos e um percurso mais problemático, resultado de uma estratégia de prevenção a montante que se reflecte já nas idades mais jovens, atestou Idália Menezes Moniz. Em 2009, um quarto passou menos de um ano em acolhimento. Fonte: jornal i

Em 2009, havia 9563 crianças em instituições. Mas a aposta na família aumentou

Cristina foi socorrida na urgência de um hospital da periferia de Lisboa com sinais visíveis de maus tratos. O caso foi imediatamente sinalizado ao tribunal, que acabou por retirá-la ao pai, violento e alcoólico, e entregá-la a um centro de acolhimento temporário. Cristina juntou-se, assim, às 2187 crianças e jovens que em 2009 entraram num lar, centro ou família de acolhimento, fazendo um total de 9563 institucionalizações. Mas o percurso inverso também ocorreu. Das 3016 que saíram, 30% voltaram para casa.

Os dados do Plano de Intervenção Imediata de 2009, relatório elaborado pela Segurança Social, mostram que a maioria destas crianças tem menos de nove anos, mas possui já um historial complexo de desestruturação familiar, com problemas de maus tratos, perturbações mentais, dependências e abandono que determinaram o seu afastamento da família. Contudo, com o apoio dos técnicos das instituições e de toda a rede social, foi possível que pais, tios ou avós os recebessem de volta.

"Uma tarefa trabalhosa que exige muita dedicação. Implica estudar a viabilidade da família, falar com pais, familiares, analisar as suas condições psicológicas e sociais, visitar o local de trabalho ou resolver um problema de saúde, dependência ou emprego", explicou ao DN Cecília Abecassis, directora do Centro de Acolhimento Temporário de Tercena. Para isso, diz, é preciso haver técnicos que possam sair porta fora e trabalhar no terreno, fomentando a aproximação da criança à família.

"O primeiro investimento é sempre aqui, mas em muitas famílias não é possível e as crianças acabam por perder tempo demais neste processo. Mas nas que funciona, depois de avaliado o risco, solicitamos uma medida de confiança ao tribunal." Se a resposta for positiva, a criança regressa a casa, mas o trabalho de acompanhamento social não acaba aqui, prolonga-se por mais tempo.

A aposta nas famílias é uma prioridade, assume a secretária de Estado adjunta e da Reabilitação. Idália Moniz reconhece que isso exige capacitar os pais para as suas funções parentais e funcionais, que vão desde a gestão do orçamento familiar à criação de cuidados de saúde e de higiene. "Este trabalho tem permitido desinstitucionalizar estas crianças com segurança", afirmou ontem, sublinhando o reforço de meios humanos e técnicos que chegou em 2008, com o Programa Desafios, Oportunidades e Mudanças.

Filomena Bordalo, da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, diz que o sucesso deste trabalho depende em muito da articulação dos agentes sociais da comunidade, pois as famílias sofrem de múltiplos problemas.

No ano passado subiu também o número de crianças com projecto de vida. Das 12 579 acompanhadas pela rede social, só 282 é que não tinham um futuro delineado. O regresso à família nuclear e alargada era o objectivo para mais de 2800 crianças. Em 2004, só 1614 tinham esse projecto traçado.

O Governo sublinha o facto de em 2009 o número de crianças e jovens que saíram das instituições ter superado o das que entraram. Mas o perfil está a mudar. Mais de 50% são adolescentes, problemáticos, sofreram maus tratos físicos e psicológicos e têm problemas de comportamento e saúde mental.

Fonte: DN

AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO EM MAUS TRATOS NA CRIANÇA E NO JOVEM

A Delegação do Algarve da Fundação da Juventude pretende iniciar no próximo dia 17de Abril a Acção de Formação de Avaliação e Intervenção em Maus tratos na Criança e no Jovem em Tavira.

A violência está cada vez mais presente no nosso dia-a-dia e por essa razão consideramos necessária a realização desta formação no sentido de formar e auxiliar os técnicos com mecanismos fundamentais que lhes permitam ter uma resposta a este enorme problema.

Sendo as crianças os mais expostos a esta problemática e porque Portugal tem investido de forma crescente e visível na área da Protecção da Infância e Juventude, em particular, através da intervenção das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens, para a Fundação da Juventude esta formação é de carácter imprescindível para os que trabalham ou pretendam vir a trabalhar nesta área de actuação.

Fonte: CONFAP

Há cada vez mais adolescentes internados em instituições


Perfil das crianças e jovens em acolhimento está a mudar

O número de pais que entregam os filhos por não conseguirem lidar com os problemas de comportamento destes tem vindo a aumentar.


Mais velhos e mais problemáticos. É este o perfil que está a impor-se entre as crianças e jovens em situação de acolhimento institucional e familiar, revelou ontem a secretária de Estado da Reabilitação, Idália Moniz. Ou seja, frisou, "as características dos jovens em acolhimento estão a mudar". Apesar de serem menos os que estão nesta situação - o seu número diminuiu de 15.118 em 2004 para 9563 em 2009 -, a mudança que se está operar entre eles poderá tornar mais difíceis projectos de futuro e vai exigir "modelos de acolhimento mais especializados".

Os dados coligidos no Plano de Intervenção Imediata de 2009, um relatório de caracterização dos menores à guarda do Estado, que é elaborado anualmente pela Segurança Social, reflectem, diz Idália Moniz, que há um trabalho de prevenção junto das famílias que está já a dar frutos - existem cada vez menos crianças pequenas nas instituições. Mas também dão conta de uma derrapagem nas relações e comportamentos.

Ao contrário do que era "a realidade do acolhimento institucional nas décadas anteriores", em que este era, na maioria dos casos, decidido a pedido dos pais, geralmente motivado por situações de pobreza, agora são cada vez mais os menores institucionalizados sem o consentimento dos seus progenitores. No ano passado, quase seis mil estavam em instituições na sequência de processos instaurados em tribunal. Muitos deles, afirma-se no relatório, estiveram expostos, reiteradamente, "a situações de maus tratos físicos e psicológicos".

A par, verifica-se também "outra realidade crescente": pais que solicitam o acolhimento dos filhos às entidades competentes, devido a dificuldades na relação com os mesmos, nomeadamente por estes evidenciarem "comportamentos disruptivos com os quais os mesmos não conseguem lidar e dos quais podem mesmo ser vítimas". Dos 2187 menores que foram institucionalizados em 2009, 1163 (53 por cento) tinham entre dez e 18 anos. No conjunto, entre os que entraram no ano passado e aqueles que já estavam em acolhimento há mais de um ano (que são a maioria), 61 por cento tinham idades a partir dos 12 anos, o que significa que "o acolhimento institucional se está a dirigir predominantemente para jovens adolescentes", conclui o relatório.

Comportamento é problema

A análise das características particulares associadas aos menores que estão em acolhimento foi feita agora pela primeira vez: 13 por cento têm problemas de comportamento graves. Esta situação agrava-se na faixa etária entre os 15 e os 17 anos, mas foi também identificada, já de uma forma expressiva, no intervalo de idades entre os seis e os nove anos. Dos 1221 menores com problemas de comportamento, 288 já tiveram, de algum modo, problemas com a justiça.

Mais grave será a situação no que respeita a problemas de saúde mental, que poderão afectar 30 por cento das crianças e jovens institucionalizados. Três por cento têm uma deficiência física.

Idália Moniz lembrou que existem menores que entraram para instituições com dias e que ainda lá estão 16 anos depois. "Isso quer dizer que não houve um olhar para estas crianças", denunciou. Vinte e cinco por cento dos menores que estavam em instituições no ano passado tinham sido acolhidos há mais de seis anos. Mas há também cada vez mais crianças a não chegarem a um ano de acolhimento, frisou a governante. É uma das boas notícias.

Há mais. Em 2009, o número de menores que abandonaram as instituições foi maior do que aqueles que iniciaram a experiência de acolhimento. Entre os 3016 que saíram, 30 por cento foram reintegrados na família. Registou-se também, entre os que continuam institucionalizados, "uma redução muito significativa" dos que não têm projectos de vida definidos. Eram 282 em 2009 contra 2419 em 2008. A adopção será o futuro apenas para 10,5 por cento.

Um projecto de vida é ter um caminho pela frente, pelo qual são responsáveis as instituições e os técnicos que nelas trabalham. Que tantas crianças não tivessem tido alguém que lhes desenhasse um futuro é uma das nódoas maiores que Idália Moniz aponta ao passado recente. Subsiste outra que, segundo ela, é "urgente" mudar: a deslocalização dos menores. Dezasseis por cento foram colocados num distrito diferente daquele a que pertence o seu agregado familiar. Esta é uma situação que pode provocar sérias perturbações emocionais e inviabilizar a possibilidade de retorno às famílias de origem, alerta.

Fonte: Público
Fotografia: Adriano Miranda/Arquivo Público

Quarta-feira, 7 de Abril de 2010

Cursos da ESAD com taxas de empregabilidade na ordem dos 90%

«O curso de Teatro, ministrado na Escola Superior de Artes e Design (ESAD) das Caldas da Rainha, é o que neste estabelecimento de ensino apresenta maior taxa de empregabilidade (96,8%). O curso de Design Gráfico e Multimédia regista 95,3%.

Já o curso de Animação Cultural é o que o ocupa a 1.ª posição num total de 8 estabelecimentos de ensino superior público com cursos semelhantes, cuja natureza de formação é universitária e politécnica, com uma taxa de empregabilidade de 91,8%.

Estes são apenas alguns dados constantes do último Relatório “A procura de emprego dos diplomados com habilitação superior”, divulgado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

O curso de Artes Plásticas ministrado na ESAD ocupa a 2.ª posição (num total de 5 estabelecimentos), com uma taxa de empregabilidade de 90,4%, sendo só ultrapassado por um curso semelhante ministrado na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto (90,6%).

Os cursos de Design ministrados na ESAD ocupam a 2.ª, 6.ª, 7.ª e 8.ª posições (num total de 13 estabelecimentos), respectivamente, com as taxas de empregabilidade de 95,3% (Design Gráfico e Multimédia), 90,3% (Design), 88,1% (Design de Cerâmica e Vidro) e 86,7% (Design Industrial). O curso de design mais bem sucedido é o de Design Multimédia, da Universidade da Beira Interior (98,2%).

O curso de som e imagem tem uma taxa de empregabilidade de 86,6%, mas há dois cursos melhores no ranking global das instituições de ensino superior público, cuja natureza de formação é universitária e politécnica, como é o caso do curso de Tecnologia da Comunicação Audiovisual, do Instituto Politécnico do Porto (92,8%) e do curso de Audiovisual e Multimédia, da Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa (90,4%).

No ranking global das instituições de ensino superior público, cuja natureza de formação é universitária e politécnica, o Instituto Politécnico de Leiria (IPL), onde se insere a ESAD e as outras quatro escolas (Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar e Escola Superior de Saúde), ocupa a 17.ª posição (num total de 34 estabelecimentos) para o conjunto de todos os graus académicos, com uma taxa de empregabilidade de 90,6%, mas no ranking global dos institutos politécnicos, já atinge a 7.ª posição (num total de 15 estabelecimentos).

A Escola Superior de Educação e Ciências Sociais tem maior sucesso na colocação no mercado de trabalho de licenciados do curso de Ensino Básico – 1.º Ciclo (95,7% de empregabilidade). Os outros cursos são o de Comunicação Social e Educação Multimédia (84,7%), Educação de Infância (88,2%), Educação Social (79,2%), Relações Humanas e Comunicação Organizacional (85,6%), Serviço Social (82,5%) e Turismo e Património (83,1%).

Na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, o máximo é atingido com o curso de Engenharia Electrotécnica, com 98,0%. Os outros cursos são o de Contabilidade e Finanças (97,8%), Administração Pública (90,5%), Biomecânica (85,7), Engenharia Automóvel (87,7%), Engenharia Civil (94,5%), Engenharia de Redes de Comunicações (97,6%), Engenharia do Ambiente (83,8%), Engenharia e Gestão Industrial (89,6%), Engenharia Informática (96,3%), Engenharia Mecânica (97,3%), Gestão (92,8%), Marketing (87,7%), Solicitadoria (89,4%) e Tradução (92,3%).

Na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, em Peniche, o curso de Biologia Marinha e Biotecnologia atinge uma taxa de empregabilidade de 82,3%, o curso de Engenharia Alimentar 83,3%, o curso de Gestão Turística e Hoteleira 88,7%, o curso de Protecção Civil 79,5% e o curso de Turismo 85,2%.

Na Escola Superior de Saúde, o curso de Enfermagem regista 91,4% e o curso de Enfermagem – entrada no 2.º semestre 96,4%.

As taxas de empregabilidade dos cursos de Design Gráfico e Multimédia, Animação Cultural, Artes Plásticas e Design da ESAD situam-se acima da média nacional dos cursos congéneres. Abaixo da média nacional estão os cursos de Design de Cerâmica e Vidro, Design Industrial e Som e Imagem».

Fonte: Jornal Oeste Online

Zero Poverty April Newsletter


Zero Poverty
responder a newsletter@zeropoverty.org
para "brunoluisrodrigues@gmail.com"
data 6 de Abril de 2010 15:50
assunto Zero Poverty April Newsletter
enviado por carinet.de

Dear friends of the Zero Poverty campaign,

We hope you have all had a refreshing and reinvigorating Easter. This seems to be a time of great energy all around Europe, perhaps because spring is perceptibly coming closer. People seem to be gradually shaking off the famous ‘winter blues’ and there is great optimism about what the coming months will bring.

As far as the Zero Poverty campaign is concerned, March has seen its fair share of exciting events and we can only hope that like the weather, this campaign will heat up more and more in the near future.

* Launch Event in Malta
* Zero Poverty video
* Zero Poverty Events in March
* Coming up in April
* Petition
* Final Words

Malta has one of the most exciting campaigns in the Caritas Europa network, involving a new, specially commissioned song by the composer Philip Vella, sung by Annabelle Debono (pictured), a specially commissioned TV series on poverty, a national blood donation drive and much, much more.

Their launch event was a great success and was covered widely in the local media, including the Times of Malta. Present at the meeting were H.G, the Archbishop Mgr. Paul Cremona O.P., the Chairman of the Parliamentary Committee on Social Affairs the Hon. Mr Edwin Vassallo, the General Secretary of Caritas Europa Mr Marius Wanders and the Director of Caritas Malta Mgr Victor Grech.

More recently (30 March), the Times of Malta dedicated an editorial to the Zero Poverty campaign and asked for a ‘Community effort to fight poverty’. It seems the message of the Zero Poverty campaign is reaching a wide audience and we can only hope to hear more exciting things from Malta as the campaign goes on.

For more on the campaign in Malta, please contact Paul Vella Haber at dhollies@waldonet.net.mt

Those of you who are curious to hear what Malta’s anti-poverty song sounds like can check out the new video produced by the Zero Poverty team in Brussels. The video lists some of the shocking statistics about poverty in Europe and acts as a call to action – all backed by the music of Philip Vella. None of us who produced the video are professionals (far from it!), and the video is admittedly very basic, however we hope that it makes a clear statement that poverty is unacceptable. Versions in other languages are also being prepared. Give us your feedback!

One of the most important events to happen in March was Caritas’s major Capacity Building Seminar on HIV/AIDS Helping People Living with or Affected by HIV and AIDS, which was held in Sofia on 15-16 March. The Seminar, which was financed with the generous help of Renevabis in Germany, brought together Caritas HIV/AIDS experts from Ukraine, Russia, Albania, Georgia, Armenia and Italy. One of the main issues the Seminar tackled was how to mainstream the issue of HIV/AIDS, i.e. how to integrate HIV/AIDS into the wider work of the network, such as homecare or childcare.

Just a few of the other events that happened across Europe are listed below.

In France, Caritas participated in the ‘France pour l’Europe’ (France for Europe) week from 4-7 March. In the discussions that week, Caritas discussed how to better coordinate transnational poverty-fighting measures and the extent to which there should be greater European level involvement in the fight against poverty.

In Moldova, Anton Cosa, Bishop of Chisinau, visited Caritas Stauceni and their night shelter for destitute and homeless people in order to show solidarity with the poor and socially excluded and listen to their stories. In Croatia, the homeless shelter ‘Roses of St. Frances’

commemorated 3 years of its work by holding a week of events, including a football tournament for people who are homeless.

In Luxembourg, Caritas organised a 10-km run around Luxembourg City. Caritas Europa’s President (pictured) was one of the many people who gave his time and energy to support this event and raise money for charity.

This is just a selection of events that happened in March however. To find out more about Zero Poverty events, please contact your local Caritas organisation or browse the Zero Poverty website

If you live in Switzerland, or are just passing through, mark 24 April as an important date in your diary, as this will be a national ‘Action Day Against Poverty’ organised by Caritas Switzerland. Each of the regional Caritas organisations in Switzerland will present motions to their local parliaments and there will be many events organised to accompany this event. Some organisations will organise exhibitions, others public games and still more stands in public places to raise awareness about poverty and Caritas’s work to combat it. For more information on Switzerland’s ‘Action Day Against Poverty’ please go to their website.

Smaller scale Zero Poverty events will also happen across Europe, such as Italy’s round table discussions with major stakeholders on both the financial crisis and sensitising young people to poverty. Malta will participate in the Anti-Poverty Federation conference. For more information on Zero Poverty events in your country, please refer to our website or your local Caritas organisation.

The Petition Against Poverty is now available in 12 languages: Bulgarian, Croatian, Dutch, English, French, Galician, German, Italian, Portuguese, Romanian, Slovenian and Spanish. More are being currently prepared. Please remember to ask you friends, family, colleagues, random passers by in the street etc. to sign the petition!

Yet again it is worth remembering that at the same time as Caritas is campaigning across Europe, the work of millions of volunteers and Caritas staff members is the very essence of Caritas in Europe’s work. Our sympathies go out to the families of those killed in the recent terrorist attacks in Moscow as well as to the millions of Europeans who are daily affected by loss, despair or poverty. We wish our volunteers courage and moral strength in alleviating the distress of those who are suffering.

Warmest regards,

The Zero Poverty Team

Convite

Quinta-feira, 1 de Abril de 2010

Conselho de Ministros aprovou


2. Decreto-Lei que prevê a atribuição de um montante de apoio económico de base e alargando aos «pais» e a «pessoa idónea» a possibilidade de atribuição de um apoio económico adicional na execução das medidas de promoção e protecção das crianças e jovens em perigo em meio natural de vida, alterando o artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 12/2008, de 17 de Janeiro

Este diploma consagra um novo apoio económico de base no âmbito das medidas de promoção e de protecção destinadas a crianças e a jovens que são acolhidas por pais, familiares e pessoas idóneas.

Assim, este Decreto-Lei atribui aos pais, a familiares acolhedores e a pessoas idóneas, ou seja, a pessoas que, não pertencendo à família da criança ou do jovem, com eles tenham estabelecido relação de afectividade recíproca, uma prestação social cujo montante do apoio económico de base tem como limite máximo o valor de 153,40 euros, que é o equivalente ao valor do subsídio mensal de manutenção fixado para a medida de acolhimento familiar.

Prevê-se, ainda, a atribuição de um apoio económico adicional sempre que se verifique uma situação de especial carência económica. Este apoio passa a estar disponível para os pais, para pessoas idóneas e para familiares acolhedores, e tem como limite máximo o equivalente à diferença entre a retribuição mensal prevista para as famílias de acolhimento no montante de 176,89 euros e o valor do subsídio mensal de 153,40 euros pelos serviços prestados, por cada criança ou jovem.

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Publicada por Bruno Luis Rodrigues em REAPN Bragança